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Natal é tempo de comemorar em qualquer idade e reacender as novas expectativas

Não importa se é criança ou velhinho, Natal é tempo de confraternizar com os amigos e aprender a receber e doar. 22/12/2015 às 16:53
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No abrigo "O coração do Pai", além de receber presentes no Natal, as crianças também aprendem qual é o sabor de poder doar algo a alguém
KELLY MELO Manaus - AM

Quem não gosta de ganhar presentes no Natal? Independente de ser  criança ou mesmo os mais “grandinhos”, todos fazem questão de não deixar a data passar em branco: receber ou dar presentes nesse período é uma forma de demonstrar ou recompensar quem se ama, assim como os três reis magos fizeram quando souberam do nascimento do menino Jesus.

“Natal é época de festejar e celebrar o nascimento de Jesus, sem se importar com o lugar. O que vale mesmo são as pessoas que estão ao seu redor”, lembra  Vânia Hall, que há 11 anos leva adiante um projeto social que iniciou com a família dela.

Assim, as mais de 40 crianças que atualmente estão abrigadas na casa de apoio “O Coração do Pai”, localizada no bairro Japiim, na Zona Sul, aprendem que, mais do que ganhar alguma coisa, o melhor é poder oferecer algo a alguém.

“Graças a Deus, durante o ano inteiro nós recebemos muitos doações e elas aumentam na reta final do ano. Mas o que queremos ensinar para esses pequenos, que vieram para cá por ordem judicial, é que eles não estão aqui somente para receber, mas  também para terem a oportunidade de dar um presente para as outras crianças do bairro, ou seja, ter um gesto de doação e saber lidar com isso”, explicou.

Por isso, Vânia Hall conta que, todos anos, as crianças abrigadas participam de uma confraternização com a comunidade, onde elas têm a oportunidade de ajudar as crianças carentes do bairro. “Nós compramos alguns brinquedos e separamos cestas básicas para doar para essas famílias. Acaba sendo um trabalho à parte, mas é algo que nos revigora e traz ensinamentos para eles, mesmo sendo muito pequenos”, completou a coordenadora, que faz questão de cuidar de cada criança que chega ao abrigo.

Sem limite de idade

“Para mim, Natal é dia de festa e, por mim, aqui teria festa todos os dias”. A declaração é da aposentada Raimunda da Silva Costa, 83. Há um ano e sete meses, ela está abrigada na casa do Idoso São Vicente de Paulo, no bairro São Raimundo, na Zona Oeste, onde, segundo ela “se sente bem com os seus companheiros e com os cuidados que recebe de cada funcionário” do abrigo.


Animada e extrovertida, ela comenta que fez um pedido especial para o “Papai Noel” este ano: quer ganhar um sapato de salto alto dourado. “Assim eu vou colocar o meu saião para combinar e vou dançar até o fim. Vou ficar linda”, disse ela.

Se, durante os dias normais, idosos como dona Raimunda já possuem um ritmo bem agitado na instituição, em período nataliano eles ficam ainda mais frenéticos, devido às visitas, aos eventos e às doações que recebem dos seus benfeitores.

As atividades esquentam os ânimos deles para encararem uma verdadeira bateria de confraternizações, que são promovidas tanto pelos funcionários das casas e como pelos “padrinhos” que eles ganham no decorrer do ano. E as festas deste fim de ano prometem entrar pelo mês de janeiro, já que no início de fevereiro tem Carnaval. E dona Raimunda estará preparada, com seu saião e seu salto alto dourado.

Cartinhas

A coordenadora da Casa do Idoso, Eline de Matos, explicou que, este ano, os idosos  puderam até fazer cartinhas, que foram disponibilizadas nas rede sociais. As cartas foram selecionadas por pessoas diversas e todos eles tiveram os seus pedidos atendidos. “Esse contato é importante para eles se sentirem melhores e criarem vínculos com  outras pessoas.

Esse contato com o público externo também é bom porque mostramos que não somos um asilo, onde esses idosos estão abandonados. Pelo contrário, eles estão aqui porque quiseram e recebem todo apoio e cuidado possível. Eles são muito amados por todos nós”, destacou ela.  Atualmente, a casa abriga 28 idosos entre 60 a 100 anos.

Em números

40 crianças  estão abrigadas no abrigo “O coração do Pai”, por força judicial. Para celebrar o Natal, as crianças abrigadas vão participar de uma festa com a comunidade, onde vão poder doar parte do que ganharam durante o ano para famílias carente do bairro Japiim, na Zona Sul.


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