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Nepotismo em Hollywood: filme 'Depois da Terra' levanta críticas sobre o tema

Will Smith tenta colocar em evidência a figura de seu filho, Jaden, com superprodução de ficção científica 10/06/2013 às 09:49
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A intenção é transformar o filme em uma série de televisão com roteiro de Ron D. Moore
Rosiel Mendonça Manaus, AM

Em “Depois da Terra” (“After Earth”), Will Smith é Cypher Rage, general dos Rangers, grupo militar responsável por proteger a raça humana no planeta Nova Prime, mil anos após a Terra ter se tornado inabitável. Mas, engana-se quem pensa que o astro protagoniza a ficção científica dirigida por M. Night Shyamalan (“O sexto sentido” e “A dama na água”) – quem rouba a cena é o filho de Rage, o cadete Kitai, interpretado por ninguém menos que o próprio filho de Smith, Jaden, de 13 anos de idade. É o segundo trabalho em que os dois atuam juntos: o primeiro foi “Em busca da felicidade”, de 2006.

O novo filme de Shyamalan, que entrou em cartaz nos cinemas da cidade na última sexta-feira, tem sido apontado pelos críticos (de quem não tem arrancado muitos elogios) como o caso mais atual de nepotismo ao estilo hollywoodiano.

Além de a história do longa ter sido concebida por Smith numa tentativa de alavancar a carreira do filho, o ator ainda assina a produção em parceria com a esposa (Jada Pinkett) e o cunhado. “Pensei que minha relação com o Jaden ficaria mais forte, mais próxima, depois deste filme, não importando a performance dele economicamente”, chegou a declarar Smith.

A verdade é que “Depois da Terra” foi considerado um fracasso de público nos cinemas norte-americanos: a película arrecadou apenas US$ 27 milhões nos três primeiros dias de exibição, sendo que o orçamento do filme ultrapassou a marca de US$ 130 milhões. A esperança da Sony Pictures e da Columbia Pictures é que a estreia internacional supere as expectativas de arrecadação na bilheteria.


Em formação

O enredo do filme se passa durante uma missão interplanetária na qual pai e filho embarcam juntos. Depois de ser atingida por uma chuva de asteroides, a nave dos Rangers faz um pouso de emergência num planeta Terra povoado por criaturas avessas à presença de humanos.

Kitai e Rage são os únicos sobreviventes, e o general, com a perna fraturada durante o acidente, precisa incumbir o filho da difícil tarefa de percorrer mais de 100 quilômetros até a cauda da nave, onde está localizado o único sinalizador capaz de tirá-los da situação. No caminho, o cadete ainda precisa enfrentar uma ursa, fera alienígena criada para exterminar humanos.

Com diálogos e situações previsíveis, além de incongruências familiares exploradas de forma superficial, a produção peca por se entregar, na maioria das cenas, exclusivamente à atuação de Jaden Smith, um ator ainda em formação, enquanto Will economiza nas aparições.

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