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Ney Matogrosso apresenta show 'Atento aos Sinais' em Manaus

Cantor comenta durante entrevista momentos de sua carreira, seu contato com Manaus, e sua apresentação na capital, dia 28 de março, no Studio 5 12/03/2015 às 10:11
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Show traz o estilo performático que consagrou o ex-Secos e Molhados
ROSIEL MENDONÇA Manaus (AM)

Em 1983, Ney Matogrosso lançava seu nono registro de estúdio, o disco “Pois É”, que trouxe sucessos como “Pro dia nascer feliz” e a paródia “Calúnias - Telma eu não sou gay”. Entre as faixas estava a curiosa “Cobra Manaus”, composição dos parceiros Eduardo Dussek e Luiz Carlos Góes (falecido em outubro do ano passado): “ondeia, ondeia, balança e venha, ela mora debaixo desse cais, ela gosta de moça e de rapaz [...] ela leva pro rio bons e maus, ela passa sua língua em Manaus”, diz a letra, com uma carga de sensualidade típica do seu intérprete.

“Essa era uma dupla de compositores que eu sempre gostei muito. Cobra Manaus é um apelido que o Luiz me deu, mas não sei de onde ele tirou isso. Aí eles fizeram essa música que eu achei ótima, é a história de uma cobra, quase um folclore”, recorda o cantor de 73 anos, em entrevista ao BEM VIVER. “Lembro que eu começava a cantar essa música deitado, meio que rastejando no chão”, completa ele, para quem a origem do apelido é um mistério até hoje.

Desde 2004 sem apresentar show próprio na cidade com a qual Góes o “batizou”, Matogrosso se prepara para mostrar ao público amazonense seu trabalho mais recente, “Atento aos Sinais”, que já ganhou registros em CD e DVD. A apresentação acontece no dia 28 de março, às 21h30, no Studio 5 Centro de Convenções. Os ingressos variam de R$ 120 a R$ 200 e podem ser adquiridos na bilheteria da casa ou pelo site ingresse.com.

Mais voltado ao rock e ao pop que o show anterior - “Beijo Bandido”, de clima intimista e romântico – “Atento aos Sinais” é a prova de que Ney Matogrosso segue em plena forma e continua sustentando um repertório quente do início ao fim. “Esse agora é todo para fora, enquanto o outro era todo para dentro”, define o intérprete.

ROTEIRO

A seleção das músicas soa harmoniosa e atual ao trazer para o palco obras de novos compositores, como Criolo (“Freguês da meia-Noite”), Dan Nakagawa (Todo mundo o tempo todo) e Banda Tono (“Samba do Blackberry”), além de canções da lavra de Arnaldo Antunes e Lenine (Rua da passagem), Lobão (“Vida louca vida”), Caetano Veloso (“Two Naira fifty kobo”) e Itamar Assumpção (“Fico louco” e “Isso não vai ficar assim”).

A aproximação com os da nova geração, segundo ele, acontece de diversas formas. “Às vezes procuro na Internet e outras eu já conheço a pessoa e depois fazemos algo. Por onde ando também recebo muito material, que passo a ouvir na hora de fazer um disco. Me identifico muito com eles, mas percebo que há uma grande dificuldade, hoje mais que antes, para essas pessoas chegarem a tocar em rádio”, afirma o artista, reclamando um espaço que não é mais garantido nem aos veteranos.

“Antigamente, você fazia um disco e, em todo lugar que você fosse no Brasil, as rádios tocavam o seu disco. ‘Atento aos Sinais’ nunca tocou em rádio aqui no Rio, por exemplo. Uma rádio pegou o disco, escolheu para tocar ‘Noite torta’, que para mim é uma das mais lindas, e depois disse que não era o perfil deles. O que faço? Toco meu caminho e nem olho para trás. Esse show é um sucesso, aí fica a questão: é tão importante assim tocar em rádio? Para mim não é, porque estou aí há muito tempo, mas para eles [os novos] é”.

NO ESTÚDIO

“Atento aos Sinais” estreou em fevereiro de 2013 e só chegou às lojas em formato de CD em dezembro daquele ano; já o DVD veio quase um ano depois disso. Primeiro estrear o show e só depois gravar o repertório em estúdio não é bem uma novidade para o cantor. Segundo ele, essa dinâmica favorece o amadurecimento do trabalho.

“Já chego no estúdio um pouco menos verde do que eu chegaria normalmente. Tenho tudo mais compreendido. Senão, quando gravo primeiro e ouço depois de estrear o show, percebo a diferença, vejo que não entendi todas as intenções e possibilidades de interpretação, coisa que o tempo ajuda a enxergar”.

Em uma entrevista ao jornal O Globo, em novembro do ano passado, Matogrosso disse que não tinha ideia do que faria depois de “Atento aos Sinais”, tampouco estava ansioso em saber. Agora o cenário é outro, ele conta: “Estão chegando algumas músicas que eu tenho gostado. Já começou a se apresentar um repertório que considero interessante, mas não tenho pressa de nada. Naquela época [quatro meses atrás] eu não estava mesmo preocupado, estava entregue ao momento”.

Serviço

Ney Matogrosso em “Atento aos Sinais”

Quando: Dia 28 de março, às 21h30

Onde: Studio 5 Centro de Convenções (av. General Rodrigo Otávio, Distrito)

Quanto: Cadeira numerada: R$ 130 (estudante); Camarote: R$ 140 (estudante); Mesa (4 lugares): R$ 160 (por pessoa – estudante); Mesa Premium Frans Café: R$ 200 (por pessoa, inclui um combo de bebidas e uma tábua de frios)

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