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Ney Matogrosso: “Não quero ficar restrito ao canto”

Em Manaus para a exibição de “Olho Nu”, filme que retrata sua carreira musical, o artista falou sobre outros projetos como diretor e iluminador de shows e peças teatro, além de ator 06/11/2013 às 11:37
Show 1
Artista deve lançar novo CD em novembro
Mônica Dias e Rosiel Mendonça Manaus, AM

Ney Matogrosso é um dos cantores mais respeitados do Brasil, não por menos foi classificado pela Rolling Stone como o 3º maior cantor brasileiro de todos os tempos - na edição de outubro de2012 da revista, que selecionou os cem melhores intérpretes nacionais. Porém, o ex-integrante dos Secos & Molhados faz mais que escrever e cantar músicas, ele também é ator, diretor e iluminador de shows e peças de teatro.

No mês passado, o Amazonas foi palco de dois projetos em que o artista executou seus diferentes talentos: o show de Ana Cañas, em Manaus - dirigido e iluminado por Ney - e a peça “Dentroda Noite” – também dirigida por ele – que encerrou o 10º Festival de Teatro daAmazônia, em Itacoatiara.

Essa semana, Ney Matogrosso está em Manaus para acompanhar a mostra do filme “Olho Nu”, que retrata a trajetóriadele como cantor e compositor, e está concorrendo na categoria Longa-Metragem Internacional do 10º Amazonas Film Festival. O filme foi exibido ontem, no Teatro Amazonas, com a presença do protagonista na plateia. Durante o intervalo das exibições, Ney conversou com o Bem Viver sobre seus projetos nas diversas áreas da arte.

Em outubro, o público do Amazonas teve a oportunidade de conferir oshow de Ana Cañas e a peça “Dentro da Noite”, ambos dirigidos por você. Agora, você está na cidade para acompanhar a mostra de um filme sobre você. Qual asensação de mostrar esse outro lado do Ney Matogrosso ao público local?
Acho bom as pessoas saberem que eu não sou só cantor, que eu posso fazer outras coisas. Na verdade, a arte me interessa. Não acho que por eu ser cantor eu deva ficar restrito a isso.

Além de circular com o filme, você também está com a turnê “Atento aos Sinais”. Existe algum plano de trazer esse show para Manaus?
Gostaria muito de trazer o show para Manaus, gosto muito de trazer todos os meus trabalhos aqui, mas não depende só de mim, depende de uma produção local que também queira, porque é uma produção muito grande. São dois caminhões viajando, é complicado.

E quando deve sair o registro desse novo projeto?
O CD já está gravado, deve sair agora em novembro, e o DVD eu vou gravar depois.

E sobre o filme “Olho Nu”, como foi participar e ser o objeto desse longa?
Isso é uma coisa que durou quase cinco anos. Eu tinha 300 horas de material na minha casa e o Paulinho do Canal Brasil (Paulo Mendonça, letrista do grupo Secos & Molhados e diretor do Canal Brasil) pediu para a gente fazer um documentário, aí começou. É um processo lento, né, mas é muito interessante. A gente vai vendo o que vai funcionando e vai dando ritmo, a coisa não pode ficar muito grande nem muito pequena, mas eu acompanhei todas as etapas. Eu gosto! É uma coisa que também me interessa bastante.

Existe algum novo projeto com você atuando para ser lançado?
Olha, eu acabei de fazer outro filme com a Helena Ignez (o primeiro foi “Luz das Trevas”, lançado em 2012), que se chama “O Poder dos Afetos”. É um média-metragem que ela pretende transformar num longa. Ele será um teaser para a captação de recursos de “Ralé”, também escrito por Ignez. (O roteiro do longa é baseado na peça dehomônima de Máximo Gorki e expandirá a história de “Poder dos Afetos”, transferindo-a para São Paulo).


Ney Matogrosso: “Não quero ficarrestrito ao canto”

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