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TELEVISÃO

No ar em 'Segundo Sol', Caco Ciocler fala dos desafios da carreira, filmes e literatura

Em entrevista exclusiva ao A Crítica, ator fala sobre o seu novo papel na atual trama das 21h da TV Globo "Segundo Sol", de João Emanuel Carneiro 20/05/2018 às 16:31 - Atualizado em 21/05/2018 às 12:04
Show cacociocler
(Foto: Divulgação)
Alexandre Pequeno Manaus (AM)

O ator paulista Caco Ciocler está no elenco na nova novela das 21h da TV Globo "Segundo Sol", que estreou na última semana. Na pele de Edgar, o personagem é filho de Zefa (Claudia di Moura), cozinheira negra que o entrega para os patrões e opta por ficar com o seu outro filho negro Roberval (Fabricio Boliveira). No decorrer na trama, os dois se apaixonam pela mesma mulher e surge o embate entre ambos.

"Edgar é um dos personagens mais complexos que já vivi na televisão, com características aparentemente inconciliáveis, então meu trabalho tem sido encontrar uma gosma interessante que junte essas peças meio soltas", explica o autor. Com previsão para ter 155 capítulos, o ator adianta que o personagem ainda vai viver muito drama na trama de João Emanuel Carneiro.

"João me presenteou com um personagem contraditório, cheio de dor, de disfarces, de equívocos e de fraquezas. Vai passar por muita coisa, chega a dar dó", complementa o ator.

A mil por hora

Se anteriormente a televisão poupava um ator de vários papéis simultâneos no ar, hoje a história é diferente. No ar em "Segundo Sol", Caco já apareceu em alguns capítulos de "Deus Salve o Rei", atual trama das 19h da emissora. Além disso ele também está no elenco da série "Carcereiros", exibida nas noites de quinta na Globo.

Sobre os diversos papeis na telinha, o ator garante que sempre trabalhou incansavelmente e a sua experiência lhe trouxe maturidade para viver os mais diversos personagens.

"A diferença é que no início de carreira a 'overdose' era mais desesperada. Tudo era muito novo, eu era novo, era também 'a novidade', fui pai novo, larguei a faculdade, nunca tinha feito TV, muito menos cinema, então a lembrança é de um atropelo meio desesperado mesmo. Hoje a 'overdose' é fruto da construção de uma carreira, de uma trajetória", explica o ator.

Ele conta que os três papeis falam de seres absolutamente diversos, irreconhecíveis entre si.  "E, se depois de vinte anos de carreira me chamam para papéis tão distintos, então eu vejo essa 'overdose' com muitos bons olhos, com orgulho, com gratidão e com suor na testa", defende.

Ossos do ofício

Para diferenciar tantos papeis completamente diferentes, o ator faz uma verdadeira imersão em cada história vivida.

"A imersão acontece num primeiro momento, na solidão, onde tento encontrar o porquê de determinado personagem ter vindo parar em minhas mãos. Quando encontro isso, encontro o que em mim será trabalhado dessa vez, como uma musculatura emocional e psíquica mesmo, através dele. Então é um trabalho de aproximação íntima, é uma chance de mexer em recantos meus", conta.

"Depois, chego na sala de ensaio ou no set de filmagem e tenho que adequar isso tudo a todo o resto, à visão do diretor, às marcações de cena, que também contam histórias, aos outros atores e suas próprias imersões. No teatro a gente tem a chance de ensaiar mais, de fazer esse processo de adequação e refinamento numa sala antes de mostrar o trabalho, na TV e no cinema isso meio que é feito na frente do público (com raras exceções, claro)", complementa.

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