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REFÚGIO NOS LIVROS

No ‘Dia do Leitor’, escritora convida pais e filhos a ‘mergulhar’ mais

Telma Guimarães convida crianças e adultos a refletir sobre a importância da leitura, com o livro “O plano de Celeste” 07/01/2017 às 05:00
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Obra infantil incentiva crianças e adultos à leitura. Foto: Divulgação
Natália Caplan Manaus

O que você faria se saísse uma notícia de que todas as bibliotecas seriam extintas por falta de público? Parece assustador, né? Para levantar esse dilema no Dia do Leitor, comemorado no dia 7 de janeiro, a escritora Telma Guimarães convida crianças e adultos a refletir sobre a importância da leitura, com o livro “O plano de Celeste”. Nele, a pequena protagonista tem uma ideia para evitar que o espaço municipal não seja fechado.

“É infantil, mas escrevi para as crianças e adultos. A Celeste é uma criança que a mãe é bibliotecária e coloca em ação um plano para que outras crianças se interessem pelos livros e evitar o fechamento da Biblioteca Municipal. A história fica muito engraçada, porque ela faz comentários no diário sobre cada livro lido e aguça a curiosidade dos coleguinhas. Ela dá o ‘aperitivo’ e incentiva todos a ler para saber o final”, disse.

Com 177 livros publicados e cerca de 150 ainda à espera de publicação — dentro dos gêneros infantil e juvenil —, Telma completa três décadas de carreira literária este ano. Formada em Letras, a paulista experiência em sala de aula e lamenta que alguns professores não saibam como instigar os alunos a ter paixão por livros. Para ela, a obrigação impede o nascimento de novos leitores.

“O livro liberta. Quem não gosta de ler não consegue ter o pensamento livre, sem ‘copiar e colar’. O adulto é o responsável por levar a criança à leitura, seja inventando uma história ou ao ler para ela. Precisamos entender o valor da leitura para a formação e espontaneidade”, afirmou. “Essa ‘obrigação’ é muita chata. Afugenta, irrita a criança e, mais ainda, o adolescente. Recomendo ir à livraria uma vez por semana, ‘paquerar’ livros e incentivar a guardar dinheiro para comprá-los”, completou.

Telma Guimarães -  nasceu  em Marília e vive atualmente em Campinas, ambas no interior de São Paulo. Formada em Letras Vernáculas e Inglês pela Universidade de São Paulo (Unesp), foi professora, coi cronista do jornal Correio Popular e publicou os primeiros livros infantis em 1988. No ano seguinte, conquistou o Prêmio de Melhor Autora em Literatura Infantil da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Desde então, já publicou 177 títulos, entre infantis e juvenis, em português, inglês e espanhol.

2,54 - Livros  é a média de leitura do brasileiro, de acordo com dados da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, promovida pelo Instituto Pró-Livro. O número se refere a livros lidos inteiros ou em parte, no período-referência de três meses anteriores à pesquisa. Deste total, cada leitor lê 1,06 livro inteiro e 1,47 em partes.

Viciada em livros
Incentivada pela mãe, Lua Samela Gomes, 23, estreou no mundo literário aos cinco anos de idade, com o clássico infantil “Cachinhos Dourados”. Mas o hábito de devorar livros aumentou com a série “Harry Potter”. Desde então, a universitária — se confessa viciada em ler — ultrapassou a marca de 250 publicações lidas, sem contar as obras didáticas solicitadas nos currículos da escola e da faculdade.

“Me encantei pelo universo criado por J.K. Depois, comecei a ler um pouco de tudo. Ler abre novos horizontes. Leio suspense, romance, ficção e aventura, mas minha paixão é aventura. Eu conheci meus melhores amigos por meio dos livros”, declarou. “Acho que o brasileiro lê pouco porque não tem incentivo desde pequeno. Ler não é apenas divertido é extremamente importante para um bom desenvolvimento da interpretação e escrita”, finalizou.

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