Domingo, 20 de Setembro de 2020
Literatura

No Dia do Livro Infantil, saiba quais livros marcaram a vida das pessoas

A CRÍTICA conta histórias de algumas obras que fizeram seus leitores ‘voarem’ na infância



historias-antes-dormir-1200x675_7B126E18-F1CB-4001-AB48-83F384C07F66.jpg Foto: Reprodução
18/04/2020 às 13:15

Quando somos pequenos, temos restritos os locais que podemos visitar sem a autorização dos nossos pais. As viagens particulares das crianças, por sua vez, acontecem em seus imaginários. E esse imaginário é quase sempre aflorado pelo mundo dos livros, onde os personagens descritos nas linhas ganham cores e os desenhos da história lida são rabiscados em nossas mentes. O dia 18 de abril, foi instituído como o Dia Nacional do Livro Infantil – sobretudo, por ser a data de nascimento do escritor Monteiro Lobato, um dos grandes patronos da literatura infantil brasileira. Com isso, o BEM VIVER quis saber de algumas pessoas quais obras infantis as marcaram e as fizeram viajar nos tempos de criança.

Ives Montefusco, 36, relações-públicas



Livro: Pluft: O Fantasminha

“Eu deveria ter uns 5 e 6 anos quando começaram a aparecer vários livros para eu ouvir e começar a entender na alfabetização. Já era um rato de biblioteca e ficava um bom tempo nela conversando e querendo saber de livros. Nessa idade, entre os diversos livros que eu remexia e lia, um deles me impactou bastante: ‘Pluft: O Fantasminha’. Uma peça teatral de Maria Clara Machado e que entreteve meus dias naquela biblioteca. O formato é em falas mesmo e narra a história de Mirabel e Pluft. Mirabel é neta do Capitão Bonança e Pluft é o fantasminha que tem medo de gente. Incrível e direto, ele propõe ao leitor a ressignificação de valores. Qual seu maior tesouro e onde você o esconde? Vemos um fantasma medroso e uma humana valente. Ficou para mim a certeza de que a gente pode sim ser feliz com o verdadeiro tesouro da vida: aqueles quem amamos”.

Juliana Soares, 26, professora de educação física

Livro: O Pequeno Príncipe

“O livro ‘O Pequeno Príncipe’ é um livro de gerações. Foi o primeiro livro que eu ganhei da minha mãe. Ela também ama esse livro. Confesso que da primeira vez que li, não entendi muito bem do que se tratava. Passar dos anos, li algumas outras vezes o livro, assisti ao filme e ganhou muito significado. Lembro que chorei muito no cinema quando assisti a adaptação. Com o livro aprendi muitas coisas. Que o mais importante são as coisas mais simples, que somos responsáveis pelo amor que cativamos nas pessoas e sobre a inocência da criança. É um livro que todos deveriam ler”.

Camila D’Angelo, 28, funcionária pública

Livro: Marcelo, Marmelo, Martelo e Poliana, A Menina

“Os livros que mais me marcaram foram ‘Marcelo, Marmelo, Martelo’ e ‘Poliana, a Menina’. O primeiro narra a história de um garoto que fica inconformado com os nomes atribuídos às coisas e passa a chamá-las na nomenclatura que ele acha mais apropriada. Exemplo: cadeira, ele passa a chamar de ‘sentadeira’, pois assim ele acha que faz mais sentido. Achei muito curioso esse livro e lembro que, à época, mudei o nome de várias coisas pra me divertir, e segui brincando disso. ‘Poliana, a Menina’ já narra a história de uma criança que passa por diversas situações difíceis, mas sempre busca ver o lado bom delas. Assim, consegue despertar o lado doce de uma senhora ranzinza e até mesmo não se deixar abalar por um acidente que a deixa paraplégica. Mostra o quanto o nosso controle emocional comanda nossa forma de ver a vida e também o quanto o amor pode ser contagiante”.

Taciano Soares, 31, ator e diretor teatral

Livro: O Menino do Dedo Verde

“1998, 5ª série, eu tinha 9 anos. Conheci o livro ‘O Menino do Dedo Verde’, de Maurice Druon, a partir da provocação literária feita em sala de aula: uma prova seria realizada sobre a leitura da obra. Nesse mesmo ano vivi a experiência do teatro pela primeira vez, ao encenar também na escola ‘O Pequeno Príncipe’. Graças a essa experiência decidi ali mesmo que queria ser ator. [...] O menino do dedo verde - Tistu - era um garoto especial, que com seu dedo verde fazia nascer flores onde tocasse. Com isso aproximou pessoas na cidade, distribuiu alegria na prisão e até interrompeu uma guerra entre duas cidades. No fim do livro, descobria-se que Tistu era um anjo. Essa leitura me marcou profundamente porque me apresentou de maneira pungente as possibilidades fantasiosas da imaginação e o seu poder sobre a vida do outro; como podemos fazer a diferença para as pessoas através da arte. Cresci com essa sensação de sermos Tistu sempre que possível e carrego isso comigo, hoje, em cada nova obra que crio no teatro”.

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