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No Dia Mundial do AVC, saiba mais sobre a doença que mata 6 milhões de pessoas por ano

O acidente vascular cerebral ocorre quando o fornecimento de sangue para uma parte do cérebro é interrompido e as células do cérebro se danificam ou morrem 29/10/2015 às 10:09
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O acidente vascular cerebral ocorre quando o fornecimento de sangue para uma parte do cérebro é interrompido e as células do cérebro se danificam ou morrem
acritica.com Manaus (AM)

Em 29 de outubro é celebrado o dia de combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame cerebral, doença que mais mata e incapacita pessoas no País (media de 68 mil mortes/ano).

No mundo, são mais de 16 milhões de ocorrências, com mais de 6 milhões de óbitos e 5 milhões de casos de incapacidade por ano. Devido ao grande índice de sequelados, tão importante quanto prevenir o AVC é o tratamento das suas consequências, cujo tempo de início, permanência e qualidade são fundamentais para a melhor reintegração do individuo as suas funções e ao convívio social.

Distúrbios de linguagem, memória e dos movimentos são os mais frequentes nos indivíduos que sofreram um AVC.  Ainda que recuperem alguma função motora, com o tempo é comum que desenvolvam espasticidade, cerca de 20% após 3 meses e 38% após 12 meses. A condição limita os movimentos, principalmente de braços e pernas, devido a grande rigidez muscular e dificuldade de relaxamento.

Para a Prof.a Dr.a M. Matilde M. Sposito, médica fisiatra especialista em reabilitação de vítimas de AVC da Rede Lucy Montoro, do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do HCMFSUP, a restrição dos movimentos e a possibilidade de deformidades osteoarticulares geradas pela sequela afetam diretamente a qualidade de vida dos pacientes, pois diminuem radicalmente sua autonomia para realizar atividades simples, como escovar os dentes, pentear os cabelos ou segurar um copo. 

Não por acaso, este tipo de sequela foi apontada como o mais incapacitante e impactante para a qualidade de vida por 42% de 810 pacientes de espasticidade em pesquisa realizada em 31 países. Postura anormal, dor ou incapacidade de dormir também é a condição que mais incomoda para 34,5% deles e as limitações nas atividades da vida diária, como tomar banho, vestir-se, comer ou cortar as unhas, aparecem em 23,5% dos casos. 

Segundo a neurologista dra. Simone Amorim, graduada em medicina da Universidade Federal do Espirito Santo e especialista em reabilitação pós AVC, o tratamento deve ser iniciado tão logo o paciente tenha condições, já na UTI hospitalar, e deve envolver equipe multidisciplinar. As opções terapêuticas variam entre medicações orais, órteses, tratamento postural e aplicação da toxina botulínica A.

“No caso especifico do tratamento da espasticidade, o tratamento com a toxina botulínica A* age no músculo injetado, relaxando-o e possibilitando devolver temporariamente a mobilidade ao paciente. Com o músculo relaxado, o fisioterapeuta consegue atuar e evoluir com o tratamento, de forma que o paciente realize movimentos antes impossibilitados”, esclarece dra. Simone. 

“A aplicação da toxina na somatória do tratamento multidisciplinar possibilita que os profissionais de saúde alcancem bons resultados na reabilitação de pacientes pós-AVC, como a melhora na movimentação voluntária do membro afetado e das atividades funcionais, além de diminuir a dor causada pela rigidez do músculo. O objetivo primordial do tratamento é que o paciente retome suas atividades diárias de forma mais independente possível”, complementa a fisiatra dra. Matilde.

Sobre o AVC

O acidente vascular cerebral ocorre quando o fornecimento de sangue para uma parte do cérebro é interrompido e as células do cérebro se danificam ou morrem.

Os AVCs afetam as pessoas de diferentes maneiras, dependendo da parte do cérebro que é afetada, de quão extenso é o dano e da condição de saúde da pessoa antes do derrame. Os AVCs podem causar danos permanentes nas funções corporais e nos processos cognitivos. É a segunda causa de morte no mundo, depois das enfermidades cardíacas.

Sobre a espasticidade  

A espasticidade é um transtorno neurológico caracterizado por um aumento anormal, ou hiperatividade, no tônus muscular.

A condição faz com que os músculos afetados se contraiam de forma contínua (permaneçam em flexão ou encurtados) durante longos períodos de tempo. Podem se manter rígidos e resistir ao alongamento normal necessário à ação muscular.

Os sintomas da espasticidade podem variar de rigidez leve a severa, espasmos musculares intensos e até incontroláveis, muito dolorosos, especialmente se as articulações forem envolvidas em posições anormais, impedindo a amplitude normal do movimento.

Os sintomas podem incluir a hipertonia (aumento do tônus muscular), espasmos clônicos (uma série de contrações musculares rápidas), exacerbados reflexos profundos de tendões, espasmos musculares, posição em tesoura (cruzamento involuntário das pernas) e articulações fixas.

A condição pode interferir na capacidade de realizar uma série de atividades diárias. Se não forem tratados, os músculos afetados ficarão sujeitos a contraturas, uma condição que deixa os músculos e os tendões permanentemente encurtados e pode resultar em uma postura anormal permanente, normalmente dolorosa e de correção cirúrgica.

*Com informações da assessoria de imprensa

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