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No Dia Mundial do Orgasmo, listamos práticas que ajudam no sexo

Após o fortalecimento das regiões sexuais afins, é preciso também turbinar a autoestima da mulher. A educadora física e fisioterapeuta Evie de Toledo lista que as artes sensuais são mais focadas na autoestima do que no físico 31/07/2016 às 08:58
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Evie de Toledo é educadora física, fisioterapeuta e professora de artes sensuais. (Divulgação/Anderson Yamada)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

Os exercícios físicos trabalham pilares importantíssimos do nosso corpo, mas muito além do aspecto físico, são capazes também de tratar a mente de quem pratica. E claro que, as atividades que unem mente e corpo – como o sexo – não ficam de fora disso. Hoje (31), dia em que se comemora o Dia Mundial do Orgasmo, o VIDA & ESTILO foi atrás de algumas práticas comuns do dia a dia que podem sim dar um gás “a mais” nas relações sexuais.

Para começar, vamos falar do pilates. A fisioterapeuta uroginecológica Amanda Gomes destaca que o pilates trabalha o centro de força do ser humano, como abdômen e glúteos, melhorando também a satisfação sexual feminina e masculina por trabalhar todas essas musculaturas de maneira isolada. “O princípio do pilates está em utilizar a respiração para que o músculo receba oxigênio na contração”, destaca ela. 

Ela explica ainda que tanto homens quanto mulheres têm ganho em disposição sexual por meio da atividade, que fortalece a parte interna da coxa, e outras regiões usadas no ato sexual. “As mulheres também tem o benefício do fortalecimento perineal. Exercitando o assoalho pélvico, a paciente aumenta a circulação sanguínea local, conseguindo permanecer por mais tempo nas posições sexuais”, coloca Gomes.

Já na hidroginástica, os benefícios à vida sexual são quase os mesmos dos adquiridos com o pilates. “O principal benefício é o fortalecimento corporal em geral, que ajuda nas posições sexuais”, pondera ela. Tanto o pilates e a hidroginástica são atividades que auxiliam mulheres com dificuldades em exercitar o assoalho pélvico. “Aquele famoso ar que sai da vagina da mulher na hora da relação significa a fraqueza do bulbo esponjoso”, diz ela.

Quando isso acontece, a fisioterapeuta explica que a mulher precisa correr para corrigir isso. “Quando conseguimos, no consultório, recuperar esses músculos e a paciente já tem contratilidade voluntária, aí sim o pilates e a hidroginástica vão ser eficientes para se manter fortalecendo a área. Porque quando o bulbo esponjoso está muito fraco, precisamos estimulá-lo com um eletroestimulador, um aparelho que vai estimular a contração dele para que vá se fortalecendo. Isso traz vantagens para a vida sexual e para a saúde”, afirma Amanda.

A mente

Após o fortalecimento das regiões sexuais afins, é preciso também turbinar a autoestima da mulher. A educadora física e fisioterapeuta Evie de Toledo lista que as artes sensuais são mais focadas na autoestima do que no físico. Das atividades mais conhecidas – e que trazem benefícios à vida sexual – estão o pole dance e o chair dance. “O pole dance é uma atividade física que promove força, tonus muscular, e gasto calórico fora o benefício mental. O chair dance é uma dança que exercita muito mais a mente do que o corpo. Os efeitos são mais psicológicos que físicos”, diz.

Evie, que também é professora de artes sensuais no Studio Möbius, garante que o pole dance, quando trabalhado para fins artísticos no âmbito da sedução, é uma atividade que gera descarga de energia sexual, por se tratar de uma técnica de sedução. “Strip tease e chair dance seguem a mesma linha. Essas atividades influenciam definitivamente na autoestima da mulher. Ela se sente mais detentora de poder e é essa sensação que vai ajudar a alcançar um orgasmo”, declara, lembrando que a mulher sente diferença primeiramente no humor diário.

Com isso, o pole dance e o chair dance se sagram como uma válvula de escape, uma maneira de relaxar. A partir daí se escolhe as artes sensuais para se promover o tal relaxamento. Ainda conforme a professora, existe uma periodicidade de aulas a se seguir para as mulheres que têm um relacionamento e querem fazer uma surpresa para o marido ou namorado, ou até mesmo só por elas. “Nós recomendamos pelo menos duas aulas por semana”, completa.

Amanda Gomes
Fisioterapeuta ginecológica

 “Em geral, as maioria das mulheres têm fraqueza perineal e não sabe,     pois são músculos que não temos o hábito de exercitar e que expomos a constantes desgastes. Na hora de fazer xixi, por exemplo, se a mulher não senta no vaso, ela coloca uma pressão muito forte que empurra o assoalho pélvico. O correto é você sentar e relaxar, que aí o esfincter relaxa e o xixi sai sem força. A fisioterapia ginecológica é tratada em consultório, com sessões de duas ou três vezes na semana. O período de tratamento depende da avaliação de força perineal, feita pelo fisioterapeuta  por meio do uso de  aparelhos como o Biofeedback e também com cones vaginais. Trata-se de um kit com cinco cones de pesos diferentes, em que começamos a avaliar a partir do mais leve e vamos testando até perceber o quanto a paciente suporta. Esses cones também servem para fortalecer e recuperar a musculatura do períneo”.

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