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No verão amazônico, saiba como proteger seus animais do excesso de calor

Os animais de estimação sentem tanto calor quanto a gente, mas não podem tomar banho todos os dias, por exemplo 09/07/2017 às 10:00
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Marcela e o esposo André com a turma canina no sítio (Foto: Reprodução e Gilson Mello)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

A “turminha” da enfermeira Marcela Paiva é privilegiada. Residentes em um sítio onde têm sombra e água fresca à disposição, os cinco labradores, três gatos e um vira-lata vivem em paz com a natureza do local, nas proximidades de Manaus. O sítio tem até rio, o que os ajuda bastante a lidarem com o calor amazônico. Segundo a tutora dos animais, mantê-los hidratados durante todo o tempo é fundamental. 

“Deixamos sempre água à disposição, e os que moram no sítio vão para o rio sempre. Labradores, por exemplo, são cachorros de água. As patas dos labradores são como patas de pato. Eles têm membranas entre os dedos que os auxiliam nisso, pois eles necessitam nadar. É muito difícil você restringir esse cachorro a ficar sem água. Um deles já desenvolveu alergia por conta do calor”, conta ela. Além da trupe animal que vive no sítio, Marcela tem um basset na cidade, e essa raça, segundo ela, é mais sensível às consequências do verão amazônico.

“O basset tem colite crônica, fora que já foi abandonado antes por outra família. Não damos muito banho nele porque, por ele ter a pelagem curta, não pode ser molhado constantemente. Mas ele fica muito no ar-condicionado. Temos um cuidado maior com ele e sempre oferto muita água de coco no calor”, afirma ela, lembrando que não sai com o cão em solo quente - porque o solo pode queimar as patas - e que costuma dar sempre água gelada para o basset. Mas ela ressalta: o tratamento dado a cada pet varia conforme a raça. 

Refúgio

O pequeno Cebola, gatinho da universitária Thaís Silva, costuma procurar lugares pequenos e frios para se esconder do calor, como embaixo da pia do banheiro ou até mesmo dentro do guarda-roupa. “Quando abrimos a geladeira, ele corre para a frente dela pra pegar o ventinho frio. Quando ligamos o ar condicionado dos quartos, ele também fica pedindo para entrar”, comenta a tutora do bichano. 

Como dar banho em Cebola é tarefa quase impossível – por conta dos quase 10 kg do animal e pelo fato de ele ser arisco – Thaís alega que costuma sempre trocar a água do pote dele por uma mais fresquinha e gelada, com frequência. “Deixamos ele passar mais tempo no quarto que o de costume, às vezes até dormir junto. Ele gosta muito de ficar na janela observando o movimento enquanto pega um ventinho”, coloca ela.

Cuidados

No verão amazônico, os pets costumam beber água com mais frequência, e ficam mais ativos do que no inverno, o que é bom para eles. Já os pontos negativos são o maior estresse por conta do calor, e o aumento de parasitas, como carrapato, segundo a veterinária Andressa Figueiredo, da Vet Em Casa (@vetemcasaam). Conforme ela, os erros que os tutores mais cometem em relação aos animais no calor é banhá-los toda hora, e levá-los para passear em horários inapropriados, com sol a pino. 

“Animais não precisam tomar banho sempre como nós. O banho só alivia o calor momentaneamente. No Amazonas, onde é quente desde cedo, no máximo até as 8h deve-se caminhar com o pet, e após as 17h dependendo do local, pois é quando o sol diminui”, comenta ela. Os cuidados primários a se ter com cães e gatos nessas horas é deixar água à disposição e mantê-los em ambientes arejados. 

E quais os sinais que seu cão ou gato pode dar, se estiver passando mal de calor? “A respiração é a forma principal de controlar o processo de refrigeração e manutenção do corpo dos cães. Se ele está super ofegante, com a língua para fora, ele já se encontra com aumento de temperatura e pode assim passar mal. O gato não fica tão ofegante como o cão... ele se lambe em excesso para deixar úmida a pele para trazer refrescância. Caso ele fique ofegante é porque ele pode estar passando mal... e deve diminuir a temperatura corpórea dele”, pondera a veterinária.

Em clima quente, os cuidados devem ser redobrados com animais de focinho curto, como pugs, buldogues e shitzus. “São cães braquicefálicos – de crânio compacto. Esse formato prejudica as funções fisiológicas do focinho, que precisa levar o ar até o aparelho respiratório inferior, filtrá-lo e aquecê-lo. Por isso, é preciso ter alguns cuidados com esses cachorros em dias muito quentes”, diz ela. Além da hidratação com água normal, é permitido dar água de coco e algumas frutas – que devem ser indicadas pelo veterinário conforme a especificidade de cada animal, individualmente.

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