Sábado, 07 de Dezembro de 2019
Vida

Nobilíssimas: carnes de padrão superior em Manaus

Em Manaus já aposta-se nos cortes nobilíssimos, um conceito superior de carne que atende a faixa de público então carente de uma qualidade acima da média



1.jpg Os pratos são feitos a partir de cortes dos bois Angus e Wagyu, criados com regalias para fornecer carne com características únicas
19/06/2013 às 08:53

Os apreciadores mais exigentes de carne vermelha sabem da fama de certas raças na produção de pratos espetaculares. Mas por representarem um alto custo de investimento, poucos restaurantes se arriscam a incorporá-los ao cardápio. Em Manaus, o Domus não teve esse medo: apostou nos cortes nobilíssimos, um conceito superior de carne que atende a faixa de público então carente de uma qualidade acima da média.

A novidade faz parte do menu da casa desde semana passada e já atrai olhares curiosos. Isso porque os pratos são feitos a partir de cortes dos bois Angus e Wagyu, criados com regalias para fornecer carne com características únicas, em especial, a posição da gordura entremeada na musculatura do animal que lembra uma superfície de mármore. Assim, a carne conserva-se magra, no entanto, com o mesmo sabor da carne mais gorda, sem necessariamente consumir tanta gordura.



“A gordura marmorizada derrete com facilidade, fazendo com que a carne fique mais macia. É um corte tão ‘amanteigado’, que só com o calor do toque humano, ela (a gordura) já derrete quase por completo”, explica o Chef Francis Barlier, no comando da cozinha do Domus há cinco anos.

Desta matéria-prima sem o kobe beef (do Wagyu), o bombom de alcatra, prime ribeye, o bife de chorizo e o baby beef, estes últimos todos feitos a partir do Angus. O segredo está, segundo o Chef, em um tempero simples (apenas flor de sal, pimenta do reino e pimenta calabresa) e no ponto certo.

“O prime ribeye, por exemplo, fica bom ao ponto. Já o bombom e o kobe beef só ficam saborosos quando mal passados”, orienta. E para os clientes que apenas gostam de carnes bem passadas? Berlier convida este público a perder o preconceito e testar o prato idealizado por quem entende do assunto. “Se for para fazer assim (bem passado)... é melhor nem fazer. O prato perde o sabor. As pessoas devem entender que a carne mal passada não tem sangue, porque ele já saiu. É apenas a cor vermelha mesmo”.

O proprietário Ivanhoé Mendes afirma que faltava essa opção mais nobre na cidade. “A ideia é satisfazer os clientes mais exigentes”, conta.

Curiosidade

A raça bovina Angus é a produtora do chamado “ouro vermelho”, como é conhecida sua carne devido ao alto padrão de qualidade. Como apontado pelo Chef Francis Barlier, o que a torna única é a posição da gordura.

Já o Wagyu, de origem japonesa, chama atenção pela forma como é criado. Os animais bebem constantemente cerveja preta da garrafa (que dá fome, estimulando a alimentação e consequentemente a produção de gordura), recebem massagens diárias com escovas de saquê (para espalhar a gordura para os lugares certos) e ouvem música clássica.

A “regalia bovina” é resultado de anos de pesquisa dos japoneses em tentar produzir a carne mais macia do mundo. Deu certo. Agora, do outro lado do mundo, os amazonenses são brindados com o sabor da nobreza.

Destaque

O “Jantar Imperial”, com cardápio repleto de pratos que justificam o nome do evento, será servido no próximo dia 27. O reverenciado Kobe Beef está incluso, ao lado de iguarias de alto nível. São apenas 12 lugares disponíveis. Informações: 3584-1065.

Galeria: Kobe beef

Extraído de corte do boi Wagyu. É o famoso “ouro vermelho”, cuja gordura em local estratégico (entremeada na musculatura) permite uma carne macia e magra

Prime ribeye

Também conhecido como filé de costela. Melhor consumido ao ponto, pois não é uma parte tão macia em relação às outras. Alto grau de marmoreio também.

Bombom de alcatra

Parte super macia, e por isso, é melhor servida mal passada. É um corte mais magro - como se pode perceber pela foto - mas não menos saboroso.

Onde comer: Restaurante Domus - Rua Rio Madeira, nº 128, Vieiralves

Onde comprar: A carne Angus é vendida em Manaus na Casa da Carne (Avenida Pedro Teixeira, nº 86, Dom Pedro I). O kilo da picanha custa R$119,90.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.