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‘Nosso projeto é tornar o Caprichoso imbatível’, ressalta Joilto Azêdo

Derrotar exaustivamente o boi contrário. O mote do tricampeonato em Parintins, que dominou a campanha de Joilto no Caprichoso, continua vivo nas primeiras semanas de gestão do novo presidente 20/10/2013 às 13:49
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Rossy e Joilto compuseram chapa para disputar a presidência do Azul e Branco
Jonas Santos Parintins, AM

Presidente do Caprichoso na data de seu primeiro centenário, celebrado hoje, o empresário Joilto Azêdo assume o comando  do boi-bumbá prometendo à galera nada mais nada menos que três anos consecutivos de vitórias sobre o contrário. O projeto audacioso do tricampeonato impõem-se, segundo Joilto,  pela necessidade resgatar a autoestima da galera azul.

O Conselho de Artes já foi reformulado e o consagrado artista Rossy Amoêdo, que acumula ainda o cargo de vice-presidente da agremiação folclórica, assumiu a direção artística do boi. O dirigente também nomeou um novo Conselho de Ética, para homologar os novos sócios, criou o Conselho Musical e contratou uma empresa de Auditoria Independente para avaliar as finanças do bumbá.

Nesta entrevista para A CRITICA, Joilto Azêdo, fala do seu projeto do tri, da renovação de contrato do levantador de toadas, David Assayag, sobre a escolha de uma nova sinhazinha da Fazenda, o que pensa da transmissão do Festival de Parintins e anuncia a volta ao boi do ex-apresentador e levantador de toadas, Arlindo Junior.

O Caprichoso começa um novo Centenário. Como o senhor pretende conduzir a associação folclórica nos próximos três anos para inaugurar o bicentenário?

Administrar o Caprichoso, eu sempre coloco que não vai ser fácil. Mas também não é a coisa mais difícil do mundo. Até porque existe a paixão, então você trabalha motivado, sem esquecer que tem que administrar com a razão. O boi Caprichoso tem alguns problemas administrativos. Nós estamos no momento pegando o fio da meada, através da diretoria, para ver como o boi está financeiramente. A partir daí vamos avaliar, procurar parceiros comerciais, o Governo do Estado, e claro, dentro desse contexto, fazer uma programação administrativa, artística e financeira.

Que informação o senhor tem sobre o andamento do trabalho da empresa de auditoria?

Olha, na realidade a gente até tem informações preliminares sobre este trabalho, mas vamos aguardar o momento certo para repassar aos sócios do Caprichoso. É importante dizer que isso não tem nada a ver com as pessoas, contra nenhum ex-presidente. Essa ação, de realizar uma auditoria, é para preservar o nome da gente e do boi. Estamos entrando agora e temos a responsabilidade de assumir o que ficou para trás, porque o débito não é de A e nem de B, é da associação. O Caprichoso tem um débito que não é pequeno, mas que não é inviável para que a gente possa fazer uma boa administração.

O senhor e o Rossy Amoêdo foram eleitos com  o dobro de votos da outra chapa. Durante a campanha vocês levantaram a bandeira de um projeto do tricampeonato e houve quem dissesse que é uma proposta inviável...

É um projeto viável sim. O outro boi já foi pentacampeão. Nós já chegamos a ser tricampeões, na época do ex-presidente Ray Viana. Então, eu não vejo nada impossível. É possível sim, o Caprichoso ser tricampeão. É uma promessa de campanha e nós faremos o que for possível para deixarmos o Caprichoso, ao final do nosso mandato, com o tricampeonato. Nosso projeto é tornar o Caprichoso um boi mais forte e imbatível.

O que o senhor pretende fazer para tornar realidade esse projeto? Como vencer o Garantido três vezes consecutivas?

Na campanha falamos que iríamos fazer o Caprichoso um boi mais forte com a união de todos. Não estamos tirando ninguém do Caprichoso e estamos trazendo as pessoas que estavam fora do boi. Estamos fazendo um novo Conselho de Artes, e criando o Conselho Musical. Eu sempre falei que o Caprichoso iria ter dois presidentes: eu e o Rossy. A minha função é administrativa e eu fico bem à vontade em deixar o Rossy gerenciar a parte artística. O Rossy vai ser o coordenador de toda a parte artística.

Ele será o presidente do Conselho de artes?

Sim. Isso para o Rossy é de menos, ele não tem essa vaidade. Sempre foi uma pessoa que teve uma liderança muito grande, mesmo como artista dentro do galpão. Ele ficará bem à vontade para comandar.

Quando os novos sócios serão homologados?

Nós vamos ter uma assembleia geral, ainda este ano, provavelmente em dezembro. Tivemos que criar um novo Conselho de Ética e esse conselho vai averiguar todos os nomes, porque existem sócios que não indicaram ninguém. Por isso, vamos abrir um novo prazo de indicações e a partir daí, quando estiver tudo legalizado, homologaremos.

O contrato do levantador de toadas, David Assayag, será renovado?

O novo contrato foi assinado na gestão anterior. Ele renovou com o boi no dia 26 de junho, deste ano, por mais quatro anos. O David é importante, nós precisamos do David e ele vai continuar no Caprichoso.

 A sinhazinha Tainá Valente anunciou que neste festival do Centenário seria a sua despedida. O Caprichoso escolherá uma nova sinhazinha?

Eu soube que ela pediu para sair, mas também não decidimos ainda sobre isso. Nós ainda estamos conversando, queremos saber o que aconteceu para ela tomar essa medida. Mas provavelmente, nós teremos que escolher uma nova sinhazinha para o Caprichoso, até porque ela pediu para sair.

O Arlindo Junior voltará ao Caprichoso? Ele será item oficial do boi?

O Arlindo Junior nunca poderia ter saído do Caprichoso. O Arlindo estará conosco de alguma maneira, se ele será item oficial ou não, vamos analisar. Mas a verdade é que precisamos dele dentro do Bumbodromo. É uma pessoa preparada, ama o Caprichoso. Ele mesmo diz que deve tudo ao Caprichoso. Ele é identificado com o nosso boi. Se ele vai ser item ou não isso o futuro vai dizer.

Mas essa decisão depende do quê?

Precisamos adequar algumas coisas dentro do boi. Mas o Arlindo, independente de ser item, é muito importante para coordenar o boi. Dentro da arena ele tem liderança. Mas é importante dizer que ele nunca me pediu para voltar, para tirar A ou B. E sempre se colocou a disposição do boi. Se for preciso ele ir para a galera ele vai, se for preciso ser amo ou apresentador ele vai também.

Como o senhor avalia hoje a transmissão do Festival de Parintins?  A transmissão está como o Caprichoso gostaria que estivesse?

Eu não acompanhei toda a transmissão e não tenho conhecimento ainda do teor de contratos. Mas eu acho que os dois bois devem chegar a um consenso sobre essa questão. Ver, juntos com a Secretaria de Cultura, o que é melhor para Parintins e para o Festival.

Como o senhor pensa o Caprichoso daqui a 100 anos?

Estou pensando primeiro em três anos. Até 2016 queremos ter derrotado, exaustivamente, o boi contrário, que será um grande passo para construirmos outros 100 anos.

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