Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
Vida

Nova edição do Amazonas Film Festival não terá celebridades

A novidade faz parte de uma série de mudanças promovidas pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC), responsável pela realização do evento, atendendo a pedidos de realizadores audiovisuais locais



1.jpg Desfile de cineastas e convidados dará lugar a encontro mais moderno
24/08/2013 às 11:02

Nada de holofotes ou tapete vermelho em praça pública. A décima edição do Amazonas Film Festival (AFF), que deverá acontecer em novembro, não terá as tradicionais recepções de celebridades, cineastas e convidados especiais no Teatro Amazonas. A novidade faz parte de uma série de mudanças promovidas pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC), responsável pela realização do evento, atendendo a pedidos de realizadores audiovisuais locais.

Em vez do tapete vermelho e das festas com celebridades, o 10º AFF terá somente um coquetel de abertura no jardim do Teatro Amazonas. Também terá seis dias de realização, um a menos que no ano passado. Por outro lado, o festival terá um aumento nos valores dos prêmios – de R$ 33 mil para R$ 64 mil – e no número de premiações (veja o Destaque). As mudanças foram anunciadas após uma reunião de Robério Braga, titular da SEC, com produtores de audiovisual convidados.

Controverso

A participação de celebridades convidadas no AFF, nos moldes do que acontece em festivais como o de Cannes, na França, ou mesmo o de Gramado (RS), há muito tempo era objeto de controvérsia entre realizadores audiovisuais locais. Há quem defenda a realização do tapete vermelho e há quem não veja a necessidade do desfile de famosos.

Entre estes últimos está a cineasta Keila Serruya, que considera o formato do tapete vermelho “discutível”. “É que o principal objetivo do festival não é este. Mas, acho que a discussão deve ser ainda ampliada”, declara ela, que participou da reunião com a SEC, anteontem.

Zeudi Souza, que também esteve no encontro, por sua vez, lamentou a decisão de excluir as celebridades do evento. “Não concordo com essa ideia. Perderemos em repercussão até internacional por falta de estrelas. Uma pena que parte da classe decidiu dessa forma”, disse o cineasta.

Ganhador do troféu de Melhor Diretor – Curta Ficção Amazonas pelo curta-metragem “A segunda balada”, na última edição do AFF, Rafael Ramos é outro que vê o tapete vermelho como elemento positivo do festival. “Particularmente não gosto, porque sou meio tímido, mas é uma coisa tradicional do cinema. Acho que (o festival) perde um pouco do charme”, opina.

Experimento

Para Robério Braga, a perda de visibilidade é um risco a se correr com a mudança, mas ressalta o anseio de representantes do segmento por uma mudança. “É possível que haja uma mudança nesse aspecto, mas muitos artistas, ou ao menos alguns, têm pleiteado um novo formato. Por isso vamos trabalhar, construir assim; se não der certo, mudamos”, afirma.

O secretário destaca que, mesmo nas edições anteriores, houve investimento na difusão de filmes e na discussão sobre o audiovisual. “Mesmo sendo um festival no modelo de Cannes, sempre teve toda a parte acadêmica, de debates e exibição de filmes”, aponta.

Robério informou que serão feitas ainda ao menos duas outras reuniões para a definição da programação e do formato final do AFF. Ele antecipou apenas que a comissão responsável pela curadoria do evento terá outros nomes: “Consideramos que é preciso mudar o olhar técnico de tempos em tempos”.


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