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Nova realidade: a fisioterapia no combate ao câncer

Médico que enfrentou a doença é o autor do livro especializado na área mais vendido hoje. Técnicas mantêm a qualidade de vida dos pacientes 06/03/2013 às 10:38
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Foram 2,2 mil casos de câncer em Manaus nos últimos dois anos, segundo a FCecon
Cynthia Blink Manaus, AM

Após onze anos de experiência profissional presenciando muitas histórias tristes e outras vitoriosas, o médico oncologista Daniel Peixoto virou paciente. Em 2012, o doutor fez o exame que detectou câncer de bexiga. Autor de um livro referência na área - “O papel da fisioterapia no combate ao câncer” -, Daniel era um fumante incorrigível.

“Foi difícil. É sempre difícil para qualquer um. Nessa hora li meu livro. Foi valioso relembrar aqueles exemplos de superação, daqueles pacientes guerreiros que nunca reclamaram. Quando passamos por isso precisamos de uma força para suportar o baque”, revela o dr. Daniel.

De acordo com o site “Clube do livro”, a obra assinada pelo médico é o livro especializado mais vendido da atualidade. Daniel, 35, acredita que o sucesso do livro se deva a pouca literatura disponível na área, mas lembra que o mesmo não é destinado apenas aos especialistas. “É um livro de apoio para o acadêmico da área de Saúde, em especial os fisioterapeutas. Entretanto, tem uma linguagem relativamente simples. Quem está passando por esse problema agora compreende muito do conteúdo”, explica.

Crescimento

O número de pessoas com câncer cresce exponencialmente em todo o mundo. Para os especialistas, esse é um processo natural, primeiro pelo avanço da ciência que tornou possível detectar a doença com precisão, segundo porque hoje se vive mais, e o câncer é uma doença típica da velhice.

Para Daniel Xavier, existe um alarde a respeito da doença. “Tem muita coisa inverídica sobre o câncer. Virou o bicho papão da vez. Então, cuidado que o câncer vai te pegar! Não é por aí, só precisamos ter um modo de vida saudável, fazer os check-ups regularmente e nunca fumar”, recomenda.

Papel importante

Associar a doença à morte é uma idéia ultrapassada. Hoje, cura-se muito mais o câncer, principalmente quando o mesmo é detectado cedo. A nova realidade desafia a fisioterapia, que deve atuar desde o pré até o pós-operatório. O objetivo é manter, preservar e garantir a qualidade de vida dos pacientes. “Devemos capacitá-los para que sejam reinseridos no seu contexto de trabalho e social com o mínimo de limitações”, afirma o dr. Daniel.

Dona Maria das Graças precisou retirar a mama direita em 2011 por conta de um câncer. A aposentada acredita que sua fé foi fundamental para vencer a doença. Ela também reconhece que o trabalho do seu fisioterapeuta, que no caso também é seu genro, permitiu uma melhor qualidade de vida pós-cirurgia. “Eu fiz exercícios com o Alexandre (José Alexandre Almeida), também as massagens e hoje estou normal, não tenho restrições quanto aos meus movimentos. Posso fazer tudo que fazia antes da cirurgia”, garante dona Maria.

Números

2,2mil Casos de câncer em Manaus nos últimos dois anos, segundo a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon). Dr. Daniel Xavier, fisioterapeuta da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCECON), diz que a doença desafia a fisioterapia, que deve estar no pré e no pós-operatório, sempre.

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