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Novas técnicas transformam peixes da Amazônia em pratos sofisticados

Além do sabor, restaurantes de Manaus se preocupam em agradar a visão dos clientes com pratos de aparência harmoniosa   02/11/2013 às 20:04
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O professor Júnior Coimbra, de Parintins, aprecia os peixes regionais
Adriano Silva Manaus (AM)

Saboroso no paladar de grande parte dos amazonenses, mas indigesto aos olhos de quem não o conhece, o acari-bodó ganhou toques de sofisticação que mantém o sabor e elimina sua aparência  pré-histórica.  Muitos manauaras sequer provaram o bodó,  simplesmente por não gostar de sua  aparência. A tecnologia desenvolvida por algumas empresas e a criatividade dos Manauaras estão contribuindo para o desenvolvimento de diversos pratos utilizando não somente o Bodó, mas outros peixes como o Tambaqui, o Aruanã e outros.

Restaurantes espalhados pela cidade já oferecem novidades aos amantes de peixe e até mesmo para aqueles que não estão acostumados com a iguaria. Na Djalma Batista por exemplo, a empresária Annelore Garcia fornece durante o dia, vários tipos de pescado e à noite, oferece um cardápio variado, com pratos preparados na hora no Peixe na Rede. O carro chefe da casa, é o filé de bodó no tucupi, com jambú e camarão. Segundo Annelore, as mudanças são bem aceitas pelos clientes que, evitam ir nas feiras e ter o trabalho de limpar e preparar o pescado.

“Muita gente come peixe mas não gosta de ir na feira comprar e muito menos ter o trabalho de limpar o peixe e deixar a casa com aquele cheiro não muito agradável. Aqui nós vendemos o peixe já tratado e os clientes ainda podem contar com as novidades que trazemos”, disse.

Annelore informou também que, no caso do bodó, muitos clientes nunca tinham provado, pois achavam a aparência não muito agradável, mas com as modificações, já se arriscaram e o resultado foi satisfatório. “Já tive cliente que nunca tinha comido o bodó porque achava feio e dizia que vivia na lama. Quando chegou aqui e viu somente o filé dele sendo preparado, com o nosso acompanhamento, arriscou experimentar e saiu daqui satisfeito, voltando outras vezes”, declarou.

O professor Júnior Coimbra, 25, que é de Parintins, disse nunca ter experimentado o bodó e que agora, visita o restaurante pelo menos três vezes por semana. “Fui criado vendo minha família comer bodó e nunca tive coragem de provar, é muito feio, tem a aparência estranha. Conheci este restaurante com os amigos, eles insistiram, provei, gostei muito e agora a gente vem sempre”, declarou.

Coimbra informou que na culinária a aparência é muito importante e que já deixou de provar outros tipos de alimentos por causa da aparência. “Acredito que primeiro a gente come com os olhos e depois, dependendo da aparência, arrisca provar. As vezes somos surpreendidos de maneira positiva e em outras, nem tanto”, disse.

Leia a íntegra deste conteúdo na edição impressa do jornal A Crítica

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