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Novidade na área, dieta da caloria negativa é baseada em alimentos que queimam mais calorias

Alface, mamão, abacaxi e jambu são alguns exemplos de alimentos que, associados a atividades físicas, potencializam o emagrecimento 27/11/2015 às 16:32
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Melancia está entre os alimentos da categoria 'caloria negativa'
ROSIEL MENDONÇA Manaus (AM)

A ansiedade é inimiga do emagrecimento saudável e duradouro. O alerta vem do Dr. Mário Quadros, especialista em Endocrinologia e Metabologia. Segundo ele, deve ficar no passado a ideia de que uma dieta de “cativeiro” ou uma bateria de exercícios exaustivos conduzem a resultados satisfatórios. “A nova tendência para um bom e saudável emagrecimento é o equilíbrio metabólico”, afirma.Por isso é que o médico passou a indicar a chamada dieta da caloria negativa como nova alternativa para quem procura se livrar dos quilos a mais, porém sem agredir o organismo.

“Quando uma pessoa faz uma dieta restritiva, com menos de mil calorias por dia, o organismo entende que está numa selva sem comida. Então ele começa a queimar o que está armazenado, mas isso dura apenas 21 dias. Se você não voltar a se alimentar como antes, o organismo para de queimar gordura armazenada e o emagrecimento deixa de acontecer. Por isso muita gente se frustra pelo esforço e abandona o tratamento”, explica o especialista.

Depois de 21 dias

Quando chegar a esse estágio, o paciente deve adotar a dieta da caloria negativa, que consiste em um cardápio que privilegie alimentos que ajudam o organismo a queimar mais calorias do que eles próprios possuem. Alguns exemplos são o aspargo, alface, mamão, melancia, damasco, abacaxi, couve, berinjela, maçã, beterraba, feijão-verde, agrião, jambu e palmito.Ao mesmo tempo, para não travar o metabolismo, recomenda-se a prática de atividades físicas moderadas, como caminhada de 40 minutos por dia, três vezes por semana.

“É importante dizer que só uma pessoa bem nutrida consegue emagrecer e manter o peso”, acrescenta Quadros.Na dieta negativa, a ingestão calórica diária passa a ser de 25 calorias por quilo de peso, até o limite de 2.200 calorias por dia. De acordo com o endocrinologista, a expectativa é que o paciente emagreça cerca de 1kg por semana. “Se essa taxa diminuir, podemos usar alguns medicamentos que auxiliam na diminuição do apetite ou na queima de gordura”.

Como os alimentos agem no corpo

Mário Quadros explica que os alimentos da “caloria negativa” possuem alto valor energético e grande teor de fibras, por isso o metabolismo se esforça mais para digerí-los. O resultado é um gasto de calorias maior do que as ingeridas com uma fatia de melancia ou com uma maçã. “O melhor de tudo é que o consumo desses alimentos não só diminui os ponteiros da balança, como também melhora a digestão, auxilia controle do colesterol, melhora a saciedade e fornece vitaminas e sais minerais sem a necessidade de suplementos”, diz.

Com base em sugestões do médico, o café da manhã de uma dieta da caloria negativa seria servido com 1 tapioca com 1 fatia de queijo branco e 1 maçã. Para o almoço, 4 colheres de sopa de frango desfiado com legumes cozidos, 4 colheres de sopa de arroz integral, meia concha de feijão e 1 prato de salada crua. No jantar, uma omelete feita com 1 ovo, 1 xícara de agrião, 2 colheres de aveia e 1 tomate.

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