Domingo, 25 de Agosto de 2019
MÚSICA

Novo álbum de Rodrigo Suricato traz mistura do pop com o folk e blues

O álbum conta com doze faixas, onze delas inéditas e escritas por Rodrigo - com exceção de uma regravação do clássico ‘Como Nossos Pais’, de Belchior



1503839_DE6E221C-1ABD-4C54-8564-5B4B4B52C372.jpg Rodrigo Suricato assume a responsabilidade de tocar todos os instrumentos no novo disco (Foto: Divulgação)
07/08/2019 às 10:54

Autoconhecimento. A palavra guarda em seu significado o adubo que por meses regou o jardim musical de Rodrigo Suricato. Plural e dono de um talento raro nos dias atuais, o cantor, compositor, multi-instrumentista e atual vocalista da lendária Barão Vermelho mergulhou em si, se despiu dos medos e da própria banda para ver florear o que diz ser o trabalho mais biográfico da carreira, o disco “Na Mão as Rosas”, um verdadeiro buquê de canções inéditas lançado na sexta-feira (26) pela Universal Music.

O álbum conta com doze faixas, onze delas inéditas e escritas por Rodrigo - com exceção de uma regravação do clássico ‘Como Nossos Pais’, de Belchior. “Eu acho que o contexto social atual me levou a revisitar a canção. Percebi durante o processo de autoconhecimento que resultou no disco, que a gente repete inconscientemente alguns padrões de outras gerações”, pontua o músico que assina também a criação dos arranjos, execução dos instrumentos e produção, a última ao lado de Marcos Vasconcellos.

Diferente dos últimos dois trabalhos lançados, Suricato se desprende das amarras tradicionais do folk rock bucólico tão característico ao projeto para buscar novas influências no pop e na música eletrônica. Convicto do que buscava, soube trazer dessa mistura um som energizante que conversa bem com o seu lado “guitarrístico”. Segundo Rodrigo, o principal desafio foi balancear tudo sem perder a mão.

“Passei a escutar muita música eletrônica e o que foi decisivo foi quando eu comprei uma bateria eletrônica e fiquei apaixonado. Eu gostei muito da mistura que isso se deu com instrumentos, como vários violões, então essa frieza do eletrônico com um elemento acolhedor do blues e folk, e ainda dosar na medida certa, foi um desafio, mas acho que o disco conseguiu soar coeso”, conta o músico.

Banda de um homem só

Com o projeto lançado, o artista assume de vez uma nova identidade se apresentando no formato conhecido como “one man band” - ou “banda de um homem” em tradução literal. Em meio a mudanças de formação - desde a participação da banda no reality ‘Superstar’, em 2014, doze músicos passaram pelo projeto - Rodrigo já vinha flertando com o estilo onde sobe ao palco sozinho tocando todos os instrumentos, mas só agora resolveu criar coragem para, segundo ele, se ‘libertar’.

“Eu me assumi como a pessoa responsável pela Suricato. Eu chamei pessoas pra trabalhar comigo ao longo desses anos, mas eram pessoas que eu mal conhecia. Chegou em um ponto em que eu não queria estar mais com elas porque as vezes o relacionamento coletivo pode ser um pouco tóxico. Como eu sou o dono do projeto, precisava me curar daquilo em todos os sentidos e estar feliz comigo mesmo. Eu compus todas as canções da banda, sou responsável pelos arranjos, até nota fiscal eu assumia, então eu me libertei”, crava.

Grito político

Segundo Rodrigo, o novo trabalho é também um grito político para o contexto atual “Não sou soldado de trincheira. A minha maneira de contestar e me encontrar com o mundo é atraves da poesia”, diz.

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