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Novo documentário do canal GNT aborda a liberdade de gênero

A série fala sobre questões ligadas à mudança de gênero por meio de operações, onde os participantes explicam as suas relações afetivas 16/10/2016 às 08:30
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João Jardim e o cantor Liniker, que participa do documentário (Divulgação/GNT)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

“O que a gente está tentando fazer é um retrato dos vários tipos de gênero ao nosso redor”, declara João Jardim, diretor do documentário “Liberdade de Gênero”, que estreia no canal GNT na próxima quarta (19), às 21h30. A ideia, segundo o diretor do projeto, é contar a história das pessoas de maneira não-estigmatizada, e descrever os processos que elas passaram até chegar aonde chegaram nas relações familiares e consigo mesmos.

“Temos homens trans, mulheres trans, homens trans alterados, mulheres trans alteradas, e pessoas que não se identificam com nenhum desses dois gêneros. A ideia foi descobrir pessoas que não se identificavam com gêneros de nascimento, mas que tinham relações bem sucedidas com a família, e relações afetivas sólidas”, pondera João.

A pesquisa para a composição do documentário durou três meses, até encontrar todos os participantes. A ideia, segundo Jardim, era mostrar a vida de pessoas das mais diversas regiões do Brasil. “Temos o Silvio do Ceará, a Mari do Rio Grande do Sul... histórias em São Paulo, no Rio de Janeiro, Paraná, entre outros. Houve algumas opções em Salvador (BA), mas as pessoas indicavam interesse em participar e acabavam desistindo”, conta o diretor.

Com os participantes, foram feitas pré-entrevistas, e a equipe percebeu em algumas histórias situações em que as pessoas conseguiam falar bem de suas histórias. “Como existe uma dificuldade das pessoas entenderem tópicos sobre o tema do documentário, tivemos a preocupação de buscar pessoas que falassem bem da realidade delas e que soubessem se comunicar”, destaca ele.

Pesquisa

João, junto com sua equipe, teve a preocupação de pesquisar bem sobre os temas antes de mergulhar em qualquer coisa. E admitiu que, por mais que possam ter cometidos pequenos erros no lidar com o assunto, aprenderam bastante. “Ontem mesmo vi um letreiro de uma série que dizia algo como ‘identidade sexual que combina com o nascimento biológico’. Eu olhei e disse que não era identidade sexual, mas sim de gênero. Sexo não tem nada a ver com gênero e isso foi a primeira coisa que a gente aprendeu”, argumenta João.

A série fala sobre questões ligadas à mudança de gênero por meio de operações, onde os participantes explicam as suas relações afetivas. “Dentro da temática, o projeto fala também sobre pessoas não-binárias, que não se identificam com nenhum gênero e que, às vezes, não querem fazer nenhuma transformação no corpo. “Não querem tomar hormônios, ou fazer cirurgia. Só assumir uma identidade que elas criaram. Um dos personagens da série, o cantor Liniker, se diz não-binário, mas se interessa por homens”, completa Jardim.

Para se alicerçar melhor à linguagem das discussões sobre gênero, a própria equipe do documentário conta com pessoas transexuais, ajudando na parte de pesquisa e conteúdo. “Tivemos um técnico de som trans, um assistente de câmera trans, e trouxemos para discussão um maior número de pessoas, além de discutirmos sobre a melhor maneira de retratá-las. É como se o roteiro fosse feito por elas. Perguntava o que elas achavam importante estarmos abordando, e queríamos ir com eles a eventos como churrascos em família e festas entre amigos. O roteiro foi feito em conjunto com eles”, complementa o diretor.

Serviço

o quê: Estreia do documentário “Liberdade de Gênero”

onde: Canal GNT

quando: Quarta-feira (19), às 21h30 (semanalmente)

reprises: sábado às 15h; domingo às 10h30 e 01h30; segunda às 23h; terça 10h30 e quarta às 17h30

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