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Novo filme de Sérgio Andrade começa a ser filmado em 2014

Após o sucesso “A Floresta de Jonathas”, o cineasta vai contar a história de um jovem indígena que resolve sair de sua comunidade e ir para a cidade. O longa será rodado em Manaus e os testes com atores já começaram 10/09/2013 às 17:13
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Cineasta Sérgio Andrade trabalha em novo filme
Mônica Dias Manaus (AM)

O cineasta amazonense Sérgio Andrade já está com um novo filme no forno. Após o bem sucedido “A Floresta de Jonathas”, o diretor está trabalhando no longa “Antes o tempo não acabava”, que deve começar a ser filmado no ano que vem.

O longa vai contar a história do personagem fictício Anderson, um jovem indígena, com 20 anos de idade, que entra em choque com tradições arcaicas e acaba deixando a comunidade onde mora e seguindo para o centro de Manaus.

“O filme vai mostrar ainda o velho pajé da comunidade querendo refazer um ritual da iniciação masculina, pois acredita que Anderson ficou ‘sem coragem para o mundo’”, explica Sérgio.

O roteiro foi contemplado no Petrobras Cultural e no Ibermídia, e está em processo de pré-produção. As filmagens devem começar em agosto de 2014. Já foram feitos alguns testes iniciais com atores e não-atores indígenas e o diretor já adiantou que todas as filmagens serão feitas em Manaus.

A respeito da expectativa dessa nova produção, Sérgio garante que aprendeu muito com “A Floresta...” e prevê bons resultados para o novo projeto. “Com 'A Floresta', aprendi que ter produzido e dirigido uma obra totalmente amazônica, com pessoal e conceitos amazônicos, um olhar de alguém local sobre sua própria terra, tentando evitar os clichês e estereótipos recorrentes, agrada público e crítica, acredite. Por tudo isso, estou bastante contente nessa nova produção e menos ansioso do que quando fiz ‘A Floresta’”, destacou.

 

Experiência acumulada

Sérgio Andrade percorreu vários lugares exibindo o filme “A Floresta de Jonathas” e disse ter percebido que o público aprovou o material. Desde que estreou no Festival do Rio, ele já percorreu 16 festivais de cinema, sendo oito fora do País, e ainda tem uma agenda fechada de festivais para ir até dezembro deste ano.

O filme também será lançado nos cinemas de Manaus, São Paulo e Rio de Janeiro no próximo mês de dezembro e está sendo exibido nos vôos da Air France.

Além disso, o diretor já negociou o longa em três países europeus para circuito comercial em salas de cinema e com uma TV internacional – que ele ainda prefere manter em segredo. Antes do filme, Sérgio já havia vendido o curta “Cachoeira” para um canal em Portugal e na Espanha.

“Essa escalada do filme em festivais fez o mundo aplaudir e nos dá muita satisfação. A receptividade tem sido muito boa e cada lugar tem particularidades quanto às opiniões de público", avalia o cineasta. "Na Europa, por exemplo, é muito observado a faceta artística do filme. O oriental admira muito o lado 'atmosfera' do longa, a natureza, o ambiente. Já o Ocidente e o Brasil se surpreendem com uma Amazônia vista por um outro ângulo e cheia de novos conceitos”, completa.

Novos projetos

Para o futuro, o diretor revelou que quer voltar a fazer curtas e tem o plano de fazer uma animação infantil, em 2015 ou 2016. “Nas minhas viagens, andei filmando umas coisas bem interessantes que pretendo transformar num curta documentário experimental”.


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