Domingo, 18 de Agosto de 2019
Vida

Novo lugar de criação: Ateliê 23 começa a produzir

Companhia criada por Taciano Soares reúne novos talentos amazonenses e já desenvolve quatro projetos



1.jpg Ateliê 23 é formada por Taciano Soares, Hamyle Nobre, Eduardo Klinsmann e Danilo Reis
08/05/2013 às 10:38

A cena do teatro amazonense acaba de ganhar mais uma companhia – é a Ateliê 23 Casa de Criação, criada por Taciano Soares e formada pelos atores Eduardo Klinsmann, Danilo Reis e Dimas Mendonça, além da bailarina e coreógrafa Hamyle Nobre. Mais que uma cia. teatral, o grupo tem a proposta de ser um centro de produção voltado para os mais diversos segmentos, como a performance e a formação artística.

Ex-integrante da Cacos, grupo que ajudou a fundar, Taciano tomou a iniciativa de criar o Ateliê 23 depois que voltou de uma temporada de estudas na Bahia, onde está cursando o mestrado de Cultura e Sociedade na UFBA. “Minha vida tomou outros rumos e decidi que teria outro lugar de atuação em Manaus, porque a inquietação de produzir e discutir coisas no palco nunca deixou de existir”, contou o diretor.

“Naturalmente, amigos próximos acabaram se incorporando a essa proposta. Desde o mês passado, estamos trabalhando em quatro projetos paralelos, e cada um dos atores está inserido em algum deles, ajudando nas pesquisas e no processo artístico”, complementou Soares.

Trilogia

A montagem de uma trilogia de espetáculos do espanhol Fernando Arrabal está entre os projetos escolhidos para dar o start aos trabalhos do Ateliê 23. A primeira peça, “O arquiteto e o imperador da Assíria”, já está em fase de ensaios e tem estreia prevista para o dia 1º de agosto. Logo em seguida, a companhia começa a se dedicar ao segundo espetáculo, “Fando e Lis”; fechando o ciclo, “A oração” começará a ser produzida a partir do ano que vem.

Sobre “O arquiteto...”, que vai trazer no elenco Taciano e Dimas, o diretor adiantou alguns detalhes. “É uma peça na linha do Teatro do Absurdo, uma linguagem pouca explorada por aqui. Esse trabalho só foi montado na cidade uma única vez, em 1998, e é uma escrita teatral que não se faz mais hoje em dia, por isso decidimos reduzir o texto para deixá-lo mais palpável e possível", pontuou.

O espetáculo também vai trabalhar com uma estrutura de palco em forma de arena (360°), onde os próprios atores serão os responsáveis pela encenação, figurino e iluminação. “Tudo que vai estar em cena vai partir de uma necessidade nossa a partir do processo de criação”, frisou o diretor.

O que mais vem por aí

Entre os projetos paralelos, está a intervenção colaborativa “Caixa preta”, que será realizada em um shopping. Nesse trabalho, quatro atores ocuparão cabines individuais onde contarão uma mesma história de maneiras diferentes. A cena curta “Inconstância”, de Danilo Reis, é outra produção que sairá do papel. Nela, Hamyle Nobre vai se arriscar como atriz em uma espécie de quebra-cabeça cênico de 12 minutos. A ideia é reunir esta e outras cenas curtas de outros grupos para uma apresentação especial já no segundo semestre.

Outra proposta do Ateliê 23 para este ano é a instalação de um grupo de estudos dedicado à improvisação. “Parece simples, mas o improviso envolve uma série de técnicas que a gente ainda não domina. Nossa ideia é transformar isso em realidade e, já em agosto, fazer as primeiras apresentações com plateia”, acrescentou Soares.

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