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Novos lançamentos reafirmam tendência do cinema atual de revitalizar franquias

Para se ter noção, apenas este mês, duas franquias de sucesso do passado voltam aos cinemas em novas produções 13/05/2015 às 17:27
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O primeiro a chegar nos cinemas é Mad Max: Fúria da Estrada
LUCAS JARDIM Manaus (AM)

Com Hollywood cada vez mais desesperada por resultados certos, a ideia dos reboots (ou reinícios) parece irresistível para os produtores de cinema. Para se ter noção, apenas este mês, duas franquias de sucesso do passado voltam aos cinemas em novas produções.

O primeiro a chegar é Mad Max: Fúria da Estrada, que estreia nesta quinta-feira (14) e traz de volta o personagem que fez de Mel Gibson uma estrela nas décadas de 70 e 80.

Na trilogia protagonizada pelo australiano, acompanhávamos as peripécias de um agente da lei que perseguia bandidos lunáticos pelas estradas de um futuro desérticos e pós-apocalíptico. Capitaneados pelo também australiano George Miller, os filmes foram bateram recordes de bilheteria e foram um marco no cinema de ação.

Depois de uma longa gestação, o próprio Miller traz seu icônico personagem de volta ao cinema, dessa vez interpretado por Tom Hardy, bem como o cenário de destruição que caracterizou os filmes iniciais.

Encarado como uma “releitura” dos personagens da primeira trilogia, ele nos dá uma versão atualizada de Mad Max, o que gerou debates entre os fãs sobre como o filme se relacionaria com seus predecessores.

O segundo a voltar às telonas é um reboot da franquia Poltergeist, iniciada pelo filme homônimo, um clássico do cinema de horror estadunidense. A nova produção (prevista para estrear no próximo dia 21) reconta a história do primeiro filme da série, a de uma família atormentada por espíritos que habitam sua casa nova.

Por isso, além de um reboot, o filme também funciona como uma refilmagem, um estilo de produção com o qual o público já está familiarizado, principalmente o de terror: refilmagens são uma constante no gênero, que já viu filmes como O Massacre da Serra Elétrica, A Hora do Pesadelo e Sexta-Feira 13 serem refeitos.

Outros casos

Num mundo cada vez mais dominado por sequências e “universos cinematográficos”, o apelo em trazer franquias dormentes de volta é simples: é uma chance de produtores atuais construírem um produto com ideias previamente testadas, mas que obedeçam os ditames atuais de continuações a qualquer custo.

Caso os novos Mad Max e Poltergeist sejam bem-sucedidos, eles se juntarão a projetos como X-Men, Jornada nas Estrelas e a franquia James Bond, que passaram por reboots que deram certo recentemente: X-Men: Primeira Classe (2011) deu início a uma nova fase para as aventuras dos mutantes, Star Trek (2009) revitalizou uma franquia dada como morta no cinema e Casino Royale (2006) fez 007 voltar das cinzas depois que os últimos filmes com Pierce Brosnan não se provaram na bilheteria.

Outros casos que deram certo foram o reboot da franquia RoboCop, que voltou pelas mãos do brasileiríssimo José Padilha, e o da franquia Godzilla, cujo reboot no ano passado deve gerar, pelo menos, duas sequências.

Tentativa e erro

Para toda história de sucesso, claro, temos reboots que simplesmente não foram para frente e não criaram as franquias que seus idealizadores gostariam. O maior e mais retumbante exemplo recente foi o caso da franquia Homem-Aranha, que resolveu começar do zero com O Espetacular Homem-Aranha (2012) e só conseguiu desgastar o personagem.

Outros se sustentaram somente com bons lucros, a despeito da crítica. O novo filme das Tartarugas Ninjas, lançado no ano passado, colocou novo fôlego na história dos herois e já teve uma sequência anunciada, apesar de ter sido bastante rechaçado pela imprensa.

Da mesma forma, o reboot da franquia A Morte do Demônio teve resenhas mistas, nem chegando perto do status cult de seus antecessores, mas também teve sequências anunciadas.

Os produtores dos novos filmes já disseram que pretendem unir as duas continuidades da série no futuro (como foi feito na série X-Men) e, para tanto, eles contam com o apoio do diretor da trilogia original Sam Raimi, que deve colaborar com o roteiro de um dos futuros longas.

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