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Novos olhares: a Amazônia de Cousteau

O pesquisador Jean-Michel Cousteau está na cidade para lançar exposição, livro e rever velhos amigos 15/10/2013 às 21:33
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Para o ambientalista, o legado deixado por seu pai foi o interesse pelo descobrimento, por dividir o que é desconhecido com o mundo
Rafael Seixas Manaus, AM

Um verdadeiro apaixonado por explorar, por aventuras e sempre com uma brincadeira para fazer. Esse é Jean-Michel Cousteau que, dessa vez, está na cidade de Manaus para lançar a exposição e o livro “Retorno à Amazônia”. No entanto, antes de inaugurar a mostra, ele decidiu fazer um passeio no seu velho amigo, o Ariaú Açu, barco que foi utilizado por ele na expedição “Retorno à Amazônia”, de 2007, e rever o grande amigo Francisco Ritta Bernardino, proprietário do Hotel Ariaú Amazon Towers, que lhe deu apoio nas últimas expedições.

Jean-Michel é filho de Jacques Cousteau (falecido em 1997), o famoso documentarista, cineasta e oceanógrafo que viajou o mundo inteiro a fim de conhecer a natureza e seus mistérios. Ele e o pai, em 1982, fizeram uma excursão de 20 meses ao longo da Amazônia de uma maneira nunca vista: por terra, água e ar. Em 2007, na sua última visita, ele registrou as mudanças ocorridas desde a primeira visita.

Navegando

Já navegando pelo o Rio Negro, Cousteau revelou estar preocupado com a degradação que a Amazônia vem sofrendo, porém, segundo ele, sua opinião não importa, pois o desmatamento continua acontecendo, tanto o legal quanto o ilegal.

“Isso é um problema das nove bacias Amazônicas. O Brasil tem 65% da floresta tropical, mas o que acontece em outros países afeta aqui. É necessário ver tudo isso como um único sistema de floresta tropical. Isso deve ser combatido, e combater o desmatamento não quer dizer não aproveitar a floresta. Podem aproveitar árvores, mas o importante é aprender a retirar da floresta somente os juros e não o capital. É preciso aprender a gerenciar o uso da floresta e das águas de maneira sábia”, disse o explorador, frisando em seguida que é preciso “ação, ação, ação e educação, educação, educação”.

Neste retorno, ele percebeu também mudanças satisfatórias na imprensa local, que passou a se interessar mais por assuntos ligados ao meio ambiente. “Percebo esse interesse renovado da imprensa sobre esse tema que, para mim, é muito importante”, declarou.

Projetos

Ao ser questionado sobre se realmente veio à Amazônia somente para lançar o livro e a exposição, ele revelou – depois de um longo sorriso – que novos projetos estão surgindo, porém, por enquanto, somente na sua cabeça. “Estou tendo um monte de novas ideias, coisas para serem feitas talvez usando novamente esse barco, como produzir matérias ou um documentário de uma hora, vídeos para Internet, fazer um trabalho de linkar o que acontece na bacia Amazônica com as ilhas oceânicas do Brasil em relação ao continente. Então, assim, criar parcerias e programas com essas ideias”.

Leia mais na edição do Jornal A Crítica desta quarta-feira (16)

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