Sábado, 20 de Julho de 2019
Novo secretário da Manauscult

O desafio do novo secretário da Manauscult de tocar a cultura do município

Bernardo Monteiro de Paula concedeu entrevista ao jornal A Crítica, no primeiro dia de trabalho dele à frente da Manauscult



1.png Bernardo Monteiro de Paula, novo secretário da Manauscult
11/05/2013 às 12:11

Após receber a missão de articular as ações do município para a Copa do Mundo da FIFA de 2014, o administrador de empresas Bernardo Monteiro de Paula acaba de ganhar do prefeito Artur Neto (PSDB) a tarefa de comandar também a Fundação Municipal de Cultura e Turismo (Manauscult).

Para dirigir a Unidade Gestora do Projeto Copa na Prefeitura de Manaus (UGP-Copa), Bernardo foi escolhido por análise de currículo. Já para substituir Inês Daou, ex-diretora-presidente da Manauscult, o administrador desconversa, e limita-se a dizer que “foi uma decisão de  foro íntimo ” do prefeito.

Na entrevista que deu a A CRÍTICA, na última quarta-feira(08), no final do primeiro dia de trabalho dele na Manauscult, Bernardo falou sobre as reações no meio artístico que se seguiram após o anúncio dele para comandar a pasta. E avisou: “O melhor ministro da Saúde que o Brasil já teve foi o (José) Serra. Ele é um administrador, não um médico”. A seguir, trechos da entrevista.  

O senhor está preparado para acumular mais esse cargo?

Foi um convite do prefeito que, no entendimento dele, a Copa do Mundo é uma grande oportunidade para o fomento do turismo e da cultura em Manaus. Ele viu a necessidade de preparar Manaus pensando em longo prazo na cultura e no turismo como pontos de desenvolvimento. E ele me convidou para ficar à frente dessa integração: cultura, turismo e Copa do Mundo.

A ex-secretária não tinha condições de fazer isso?

A decisão do prefeito foi uma decisão de  foro íntimo . Não me compete comentar. Mas lhe asseguro que tenho enorme carinho, admiração e respeito pelo trabalho que ela vinha conduzindo, sobretudo na parte cultural. E não existe descontinuidade de serviço. Foi uma decisão do prefeito. Junto com os movimentos culturais terei o maior prazer de construir colaborativamente políticas de Estado, que não dependem de pessoas, que sempre visem buscar o desenvolvimento do turismo e da cultura.

Sua formação é compatível para o cargo?

Hoje(08) foi meu primeiro dia aqui na ManausCult. Tive o prazer de encontrar gente que me viu começar. Eu fui estagiário aqui há 10 anos. Trabalhei durante três anos aqui. Estava até falando de quantos Bois Manaus participei. Sou apaixonado por isso aqui. Me cobro muito, primeiro, para poder retribuir toda a confiança que o prefeito vem depositando em mim. Vou me esforça junto com a equipe para retribuir a confiança dele, mas, sobretudo, a da nossa cidade.

Quando seu nome foi anunciado, nas redes sociais, diversas manifestações de pessoas ligadas à classe artística colocaram em xeque sua formação. Essa desconfiança faz sentido?

Sou um administrador público. Sou pós-graduado em planejamento governamental. Milito nessa área. Escolhi ser servidor público desde os meus 18 anos de idade. Tenho todas as ferramentas possíveis para fazer uma boa gestão. Só que eu não tenho a fórmula para tudo e todos. Acho que isso não existe. Acredito que isso é fruto de um processo de construção colaborativa. O que esse governo quer é discutir com o movimento cultural uma política de Estado, que não seja reflexo apenas da gestão do prefeito Artur Virgílio Neto, mas que fique para a sociedade. Cresci admirando diversos artistas. Meu pai teve por muito tempo uma loja que se chamou Elemento. Foi o esforço de um amazonense para tentar se inserir no mundo da moda brasileiro. Conheço o mundo da moda. Gosto muito do Nícolas Junior. Acredito que junto com todos os seguimentos a gente possa construir. O melhor ministro da Saúde que o Brasil já teve foi o (José) Serra. Ele é um administrador, não um médico. Acho que a gente não pode ter o preconceito.

Comenta-se que a ex-secretária teria dito não a alguns pedidos e por isso se desgastou. Para que tipo de pedidos o senhor dirá não?

Vou lhe falar uma coisa. Acredito muito nessa gestão, no prefeito Artur Neto. Quero muito o desenvolvimento da cultura, do turismo, da organização da cidade sede da Copa do Mundo. Tudo que estiver ligado a isso, com certeza, terá seu pedido atendido, dentro das nossas limitações. É importante lembrar que recebemos uma prefeitura com déficit. Não temos condições de apoiar tudo e todos. Adoraria que fosse assim, mas não temos. Com responsabilidade e austeridade, vamos dizer o que é possível. E quando não for possível, direi não. Até porque o cargo me cobra isso.

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