Sábado, 20 de Abril de 2019
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MÚSICA

'O mundo encaretou', afirma fundador da banda Barão Vermelho

Músico da banda conhecida pelo viés político, Maurício Barros comentou o atual momento do País. Grupo lançou o single “A Solidão te Engole Vivo”


14/12/2018 às 21:13

Maurício Barros é membro fundador da banda Barão Vermelho, considerada uma das bandas brasileiras mais influentes na década de 1980. Ao lado de Cazuza, o músico viu nascer hits do rock nacional como "Pro Dia Nascer Feliz", "Bete Balanço" e "Maior Abandonado". O ano de 2018 foi marcado por uma nova fase para a banda: a entrada do novo integrante Rodrigo Suricato, líder da banda Suricato, revelada no talent show Superstar, da Rede Globo, em 2014. No mês passado, o Barão lançou a música “A Solidão te Engole Vivo”, primeira canção inédita que o Barão Vermelho lança com os vocais de Rodrigo Suricato e faz parte do álbum que a banda está preparando para 2019.

Em conversa com o Portal A Crítica, Maurício avaliou a nova fase da banda, planos para 2019 e ainda sobre a atual situação política do país.

O Barão Vermelho sempre teve um viés político. Como é para a banda lançar músicas nesse atual período político que estamos vivendo?

Esse momento que estamos vivendo é um momento delicado, complicado. Não acho que seja só no Brasil, o mundo encaretou, o mundo tá tomando uma direção onde as minorias estão sendo ignoradas, a desigualdade está sendo minimizada e a gente vê isso com preocupação, pois somos uma geração que nascemos com a abertura política, com a volta da democracia. Ou seja, isso é algo que nos preocupa como cidadãos. Amigos rompendo amizades, a música fala sobre isso, não é interessante viver sozinho.

Como você avalia a nova formação do Barão? Como está sendo a sintonia de vocês?

A saída do Frejat, é claro, foi um baque. Há dois anos eu toquei num projeto chamado Nívea Rock Brasil que percorreu algumas capitais do Brasil celebrando o rock brasileiro. O Suricato (Rodrigo) estava na banda. Pude comprovar e ver o talento dele tocando guitarra, violão e cantando. Ele já era um grande fã da banda, já cantava várias músicas e lembrava de mais músicas que eu. Não estamos mais celebrando a carreira do Barão, e sim a banda de volta.  

O Barão Vermelho tem mais de 35 anos de história. De alguma forma você se sente pressionado de emplacar músicas atualmente?

Eu me imponho uma pressão de fazer uma música que não seja simplesmente uma boa canção, mas que toque o coração do maior número de pessoas. Tenho essa preocupação. Não pensamos em fazer o mesmo som dos anos 80 nem tocar daquela forma. Queremos tocar no rádio, fazer sucesso como qualquer artista. No entanto, hoje em dia o formato está muito amplo, algumas canções precisam de um apelo mais popular dentro do nosso universo. Temos vontade de misturar algumas coisas, estilos para atingir outros públicos. Mas o som é 2019.

Qual foi o saldo final do Barão em 2018 e os planos para 2019?

A turnê foi bem sucedida, tivemos shows esgotados. Acabamos de fazer um show em Miami. O público têm ido. Algumas pessoas chegam desconfiadas, até mesmo os fãs. Mas na terceira, quarta música a pessoa percebe que é o Barão que tá no palco. É uma pena que o Peninha, já falecido, não está conosco, é uma pena que Frejat tenha outros planos, mas somos todos amigos, parceiros. Antes de sair o disco, que deve sair em maio, vamos lançar algumas músicas.  Ele está parcialmente gravado e vamos retomar as gravações no início do ano que vem. Estamos indo para o futuro. 
 

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