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O novo funk pop: conheça artistas do funk nacional que se mesclam a outros estilos

Quem promoveu recentemente uma união parecida foi o cantor Buchecha. O fluminense acaba de lançar um disco intitulado “Funk Pop”, onde se sintetiza claramente o grande caldeirão de misturas a abraçar o gênero 22/12/2015 às 11:37
Show 1
Buchecha lançou o álbum "Funk Pop" no dia 4 de dezembro
Laynna Feitoza Manaus, AM

Dos mais versáteis ritmos musicais, um deles é o funk. Poucos são hoje os outros gêneros que não dialogam com as batidas do estilo, e por conta disso, muitos artistas têm deixado tal rótulo de lado e assumido cada vez mais a raiz de um funk mais pop. Outro feito deve ser considerado: tal popularização do funk tem feito aqueles que torciam o nariz para o gênero o assimilarem melhor, e essa mudança é reforçada por conta de artistas de outros ritmos que se unem à causa.

Quem promoveu recentemente uma união parecida foi o cantor Buchecha. O fluminense acaba de lançar um disco intitulado “Funk Pop”, onde se sintetiza claramente o grande caldeirão de misturas a abraçar o gênero. Com 12 canções, quatro delas são inéditas e as demais são releituras cuidadosamente rearranjadas, mas que não tiveram as essências perdidas. Destaque para “Só Love”, regravada com o cantor Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso, em uma versão que une pop, rock e uns toques de jazz nos instrumentos de sopro.

Reconhecimento

“São ídolos da minha vida e carreira, importantes para a minha formação musical, com músicas e artistas que embalaram minha vida. A música ficou marcada daquele jeito antigo, e no caso de ‘Só Love’ tive o privilégio de assistir ao Herbert tirar o arranjo da música na hora. Parece outra música”, lembra ele. A faixa “Conquista”, por sua vez, manteve um pouco dos seus arranjos tradicionais e casou plenamente na voz de Buchecha e Lenine. “Quero Te Encontrar” é dividida com Rogério Flausino, do Jota Quest, e aposta nos sintetizadores para gerar um electro-pop com uma leve menção ao lounge.

Buchecha admite: reuniu um time muito bom de lidar. “Uma galera que tem seu som e se atreveu a cantar o ‘funk pop’ comigo. Eles fizeram releituras de sucesso e inseriram os lados e âmbitos deles. E às vezes pode ser um perigo reunir uma galera de outro gênero. No momento em que o funk está no tamborzão, no ostentação – o que é legal – um funk mega versátil é bom, onde a Paula Toller e o Arnaldo Antunes podem cantar”, diz ele. Além dos artistas já citados, Ludmilla, Adriana Calcanhoto e Emicida também ilustram suas vozes em faixas do disco. Confira outros exemplos do “funk pop” ao lado.

Anitta


Hoje ninguém mais reconhece a cantora como uma artista do funk, embora ela tenha começado sob o estilo. Sua drástica mudança para o dance-pop é notada no clipe de “Bang”, onde há animações, passos a la Beyoncé e referências ao pop art.

Ludmilla


Representante do funk melody, a cantora ganhou o prêmio de Música do Ano com “Hoje”, no Melhores do Ano do Faustão, já gravou com Belo e subiu ao palco com Roberto Carlos.

Emicida


O som do rapper, embora afixado ao hip-hop, estabelece por vezes uma ponte junto ao funk. Seu som já se encontrou com o reggae-folk de Vanessa da Mata em “Passarinhos” e com o maracatu em “Baiana”, ao lado de Caetano Veloso.

Nego do Borel


Com estilo musical que por vezes flerta com o estilo de Buchecha de dez anos atrás e com o funk ostentação, o MC é considerado o terceiro maior nome do gênero e já gravou até com o cantor Lucas Lucco.



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