Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
SOM

Música eletrônica: 'O som das ruas' resgata a cultura do vinil

Evento ocorre no domingo (18), às 18h, no MAO Hostel, localizado na Rua Barroso, nº 365, Centro. Na line up, os DJs Wil, Japonês, D4n, Mao e Paquistan, com ertentes como o drum and bass, techno e psy trance



bv0117-80f.jpeg Foto: Divulgação
17/06/2017 às 05:00

Difundir a arte de tocar discos e vinil com autenticidade e dinamismo. Esse é o intuito do “Som das ruas”, evento de música eletrônica a ser realizado neste domingo (18), a partir das 18h, no MAO Hostel (Rua Barroso, nº 365, Centro). A entrada custa R$ 5. 

Na line up do evento, os DJs Wil, Japonês, D4n, Mao e Paquistan. Eles vão levar ao palco vertentes como o  drum and bass, techno e psy trance. 



No set em vinil, o DJ Wil explica que vai relembrar e homenagear um dos ícones da música eletrônica no cenário drum and bass da década de 1990: Marcus Kaye. 
“Marcus foi um grande produtor e DJ, no qual fez grandes sucessos com faixas que se consagram até hoje na cena drum and bass, além de ter participado e produzido grandes faixas com DJ Marky, Calibre, MC Fats entre outros nomes”, diz o também organizador do evento.

No repertório ele inclui os discos Temperance e Zubar Ano (2004); Afrika/Bridge The Gap Ano (2005); LK Carolina Carol Bela Ano (2002); Conflict Ano (2002); My Heroes Ano (2015) e Ready 2 Go Ano (2016).  
De acordo com o DJ Wil, o evento vai levar cultura, arte e educação musical ao público presente no local. 
“O projeto tem como objetivo resgatar a cultura utilizada por DJs décadas atrás, mas que infelizmente poucos fazem uso na atualidade, que é o de usar toca discos e o vinil”, explica. 
A ideia de juntar DJs que valorizem essa atitude ajuda no resgate dessa cultura. “Para que som do vinil volte a ser tocado como antigamente”, enfatiza.

Para ele, o som de vinil se comparado com o digital é bem melhor. “Ele também carrega outras qualidades, peculiaridades estéticas e significativas que fazem dele muito mais do que uma plataforma de reprodução musical. Tocar com toca-discos e vinil suscita vários aspectos emotivos, táteis, físicos e psicológicos a respeito da música e do fetichismo de possuir um objeto tão icônico, quanto das canções que vem em seus sulcos”, define. 

Além de ouvir uma música de qualidade, as experiências musicais suscitadas pelo toca-disco dá o tom em eventos do tipo. “São os sentidos na ponta de uma agulha. É a descoberta dos lados A e B não contemplados em um CD. São os graves, médios e todas as coisas que o ouvido por vezes não pode captar, mas sim sentidas pelo corpo. Tocar com toca discos é ter um dom e um amor grande pelo que se faz ao levar a música eletrônica de verdade para o público", opina
 


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.