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Em Manaus

O Teatro Mágico apresenta 'grito ancestral' de novo álbum de estúdio em show

Grupo apresentará à capital amazonense o seu disco mais recente, intitulado “Allehop”, em show no Teatro Manauara, nessa sexta-feira (10) 09/06/2016 às 10:46
Show teatro
Disco foi lançado em abril deste ano, e contém 10 músicas com toque dançante / Foto: Reprodução/Internet
Laynna Feitoza Manaus (AM)

“Allehop” é um grito ancestral do circense. “Assim como o músico tem a contagem de ‘1, 2, 3, 4’ e a bailarina tem a contagem de ‘5, 6, 7, 8’, o circense tem esse grito. Em francês significa ‘Bora pra cima, vamos lá’. É meio que essa ênfase construtiva e positiva antes de executar um número, antes de entrar em um picadeiro, antes de se jogar no trapézio”, declara Fernando Anitelli, vocalista da trupe O Teatro Mágico, que fará show na capital amazonense nesta sexta (10).

O grupo, que há muito tempo ostenta elementos circenses, teatrais e cancioneiros em suas músicas, figurinos e cenários, surpreende ao incluir com mais força elementos da música groove e eletrônica no seu disco mais recente, chamado “Allehop”. “O processo de construção do álbum foi muito focado durante três meses. Nos reunimos para pensar as bases das músicas, já com os grooves que a gente imaginava, essa coisa oitentista atual. Já íamos riscando alguns timbres e paralelamente compondo algumas canções”, destaca o cantor.

Ele afirma que o trabalho foi colaborativo: amigos e parceiros ajudavam com arranjos e letras do disco. “Depois desses três meses de pré-produção fomos para o Rio de Janeiro. Lá, gravamos no estúdio do Alexandre Kassin, que já trabalhou com Los Hermanos, Gal Costa, Vanessa Da Mata, Arnaldo Antunes, e que ganhou um Grammy Latino. A experiência desse cara foi importante não para que ele mexesse nos arranjos, mas para que colaborasse com as ambiências e texturas do álbum”, diz ele.

Anitelli conta que as aparelhagens que Kassin possui em seu estúdio foram muito importantes para a gravação do álbum. “Não teve uma faixa especificamente mais desafiadora. Esse álbum como um todo é um desafio na proposta, na pesquisa que a gente fez em buscar essas texturas e timbres. No primeiro acorde, a gente já buscava uma batida que estivesse dentro de um groove mais presente, que tivesse essa coisa ‘disco’. Todas as faixas têm sua beleza, seus veneninhos, suas críticas e declarações”, pondera o vocalista.

Foi dessa maneira, então, que o material foi criado. “Pensamos em traduzir uma outra paleta de cores, trazer um colorido construtivo. O país está atravessando um momento de muito ódio, de machismo, racismo. Então contra todas essas coisas, a gente imaginou algo trazendo luz, coisas boas, alegria, sem deixar de fazer as críticas, sem deixar de citar algumas mazelas. Mas com esse propósito, para melhorar. Foi nesse contexto que a gente fez o álbum, e era esse o momento em que o grupo todo se encontrava”, complementa.

Mescla

A premissa de misturar o pop com o eletrônico é justificada pelo caráter da trupe: O Teatro Mágico sempre teve uma veia um tanto quanto orgânica. “A gente já fazia pequenas experimentações ao longo dos álbuns. No primeiro disco (‘Entrada para Raros’) havia ‘Uma parte que não tinha’; o segundo (‘Segundo Ato’) tinha ‘Xanéu Nº 5’, e por aí vai”, diz ele.

“A gente foi acrescentando e bolando possibilidades de fazer algo que misturasse o nosso pop orgânico com o nosso eletrônico também, com essa maturidade da atualidade, sintetizador, textura e ambiência, mas com referências nossas, lá de trás. Com aquela alegria de O Teatro Mágico inicial, aquela explosão, aquela coisa mais lúdica”, complementa. O vocalista coloca que, no álbum anterior, “Grão do Corpo”, este caminho ao eletrônico já estava dado.

“E quando a gente lançou ‘Grão’, sabíamos que o disco seguinte viria com essa veia um tanto quanto mais eletrônica. Cada álbum é uma pesquisa, um estudo, traduz um momento criativo que o grupo está passando. A gente busca traduzir questões do cotidiano dentro dessas canções sintetizadas pops. Já estou pensando outra coisa para o álbum que vem. Cada CD é uma oportunidade de mostrar uma peça, um filme, um texto diferente. E é isso que a gente tá fazendo”, pontua.

O repertório do show em Manaus será uma grande mescla de músicas do álbum novo, mas também com sucessos de outros álbuns. “Até porque faz um tempo que a gente não aparece em Manaus. Existe um hiato das nossas últimas apresentações com as apresentações mais recentes. Manaus vai receber um show que fará um grande compacto na nossa trajetória”, completa.

Serviço

O quê: Show de O Teatro Mágico

Onde: Teatro Manauara (Av. Mário Ypiranga, Adrianópolis)

Quando: Sexta (10), às 22h

Informações: (92) 99353-1870 e 3342-8030

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