Terça-feira, 07 de Abril de 2020
CULTURA E LEITURA

Obra ilustrada de Irena Freitas está disponível para assinantes do 'Leiturinha'

Sob a ótica de uma criança, a obra chega ainda este mês à casa dos assinantes do Clube e, em seguida, entra no rol de produtos da Loja Leiturinha



h11h1_6537CB76-5712-4412-AD88-8102E70FEB1A.JPG Foto: Divulgação
19/02/2020 às 10:00

Pouco menos de um ano do lançamento de “Manaus”, a ilustradora Irena Freitas lança “Um Dia”, seu segundo livro autoral, produzido exclusivamente para o clube de assinaturas de livros infantis “Leiturinha”. Sob a ótica de uma criança, a obra chega ainda este mês à casa dos assinantes do Clube e, em seguida, entra no rol de produtos da Loja Leiturinha.

Irena comenta que, quando recebeu o convite do projeto, tinha a história mais ou menos definida, então só precisou sentar e organizar tudo para começar a trabalhar nas ilustrações. “Eu queria falar sobre o decorrer das horas do dia pelo ponto de vista de uma criança. As pequenas coisas que ela nota e que para nós, adultos, passam batido”, detalha.

Por conta do enredo baseado nas vinte e quatro horas do dia, a escolha da paleta de cores do livro progride de acordo com o passar das horas: começando do amarelo do raiar do sol até o azul escuro do cair da noite. De acordo com a ilustradora, o processo de seleção das cores muda conforme as ilustrações, por isso não se prende a nenhum conjunto específico. “Eu geralmente tento entender o que a ilustração pede, qual o clima da história, sabe? Então não tenho uma paleta de cor muito fixa que uso para todos os livros”, pontua.

Dada a exclusividade do “Leiturinha”, o ritmo de produção precisou ser acelerado. “Tive que trabalhar um pouco mais rápido que o normal. Terminei tudo em mais ou menos dois meses”, explica. A obra ilustrada conta com doze páginas.

Processo

Se antes Irena definia suas ilustrações apenas como “fofas”, hoje as descreve como lúdicas e divertidas, que conversam bem com o público mais jovem ou jovem de espírito. A artista, que sempre gostou de desenhar e contar histórias e descobriu no Ensino Médio que poderia transformar sua paixão em profissão, fala que o processo de produção das obras ilustradas varia a depender de como as ideias surgem em sua mente. “Às vezes tenho uma imagem na cabeça e quero criar uma história pra ela, mas, geralmente, só consigo idealizar o livro inteiro quando já tenho o texto pronto”, salienta.

Com um currículo que envolve trabalhos para publicações nacionais e internacionais, como “Folha de São Paulo”, “Corriere della Sera”, “The New York Times”, “Scriba Soluções Editoriais”, “The Washington Post”, “Edições SM Brasil”, “The Boston Globe”, “BBC Brasil” e “Somos Educação”, a designer busca suas referências em músicas, filmes, textos e outras coisas além de ilustração. “Acho que ajuda a gente se comparar menos a outros artistas, encarar nosso processo como algo mais pessoal“, destaca.

Obras

No ano passado, Irena lançou “Manaus” (Editora Barbatana), obra de dez páginas que fez parte de sua tese de mestrado, mostrando sua visão particular sobre a cidade. Destaque da Festa Literária Ilustrada de Paraty (Flip 2019), promovida em julho no Rio de Janeiro, o enredo homenageia a capital amazonense, retratando o dia a dia dos habitantes em meio à convivência com a floresta e a cultura popular da região.

Com formato sanfona (oficialmente chamado de leporello), o livro traz, de um lado, uma série de desenhos com referências a Manaus e, do outro, informações diversas e um convite para conhecer a “Paris dos Trópicos”.

À época, dependendo do interesse do público, a ideia era transformar o projeto em uma série de livros-cidade, despertando o interesse das pessoas de conhecerem novos lugares e culturas. Pelo visto, a proposta agradou, já que a autora pretende dar continuidade a temática no segundo semestre deste ano, agora falando sobre São Paulo.

Uma das grandes diferenças entre os dois livros autorais de Irena é que, enquanto “Manaus” é uma obra de não-ficção, com informações concretas sobre os lugares, “Um Dia” é totalmente ficcional, com elementos mais lúdicos. Apesar das narrativas diferenciadas, os dois projetos foram bem vistos pelo “Leiturinha”, já que “Manaus” também foi selecionado pela curadoria.

Para o futuro, a ilustradora faz suspense sobre os próximos projetos. “Estou trabalhando em alguns livros que não são de minha autoria e também no livro-cidade sobre São Paulo. Tenho outros projetos que ainda estão em estágio bem inicial, então não quero contar vantagem”, comenta, com a mesma graça de suas ilustrações.


 



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