Sexta-feira, 18 de Setembro de 2020
Vida

Obra de Arnaldo Garcez ganha ‘galeria virtual’ no Jack’n’Blues

Artista plástico amazonense retorna à terra natal para celebrar 35 anos de carreira com mostra inovadora, cujo conceito foi inspirado em exposições feitas em NY



1.jpg Arnaldo já exibiu suas obras em eventos como a Artexpo NY 2013
25/03/2014 às 16:08

Os mais de 35 anos do vasto acervo de obras do artista plástico amazonense Arnaldo Garcez irão “passear” pelos telões do Jack’n’Blues (Rua Nova Palma, 945, bairro Vieralves) a partir de amanhã (26), às 19h; e ficarão em cartaz no local, no mesmo horário, por aproximadamente duas semanas. Na exposição chamada “Audiovisual”, mais de 50 pinturas do artista serão projetadas em telas com o tamanho de 32 a 50 polegadas, em uma retrospectiva a evidenciar os principais elementos que acompanham a carreira de Garcez, como cenas do cotidiano, bares e mulheres. A entrada é franca.

“As pinturas foram trabalhadas em técnicas como bico de pena e carvão sobre tela”, pontua Arnaldo. O conceito que permeia a exposição projeta uma espécie de “galeria virtual”, que não conta com quadros pendurados em paredes, mas sim com a projeção deles em telões. A inspiração para o novo modelo de mostra veio de Nova York, onde Garcez – que mora há mais de 20 anos no Rio de Janeiro - afirma ser prática comum, que sai da estrutura de apresentação convencional no ramo das artes plásticas.



“Estava em NY e conversava com amigos quando vi essa alternativa. Lá alugávamos casas nos fins de semana e apresentávamos nossos trabalhos. Quando cheguei em Manaus, decidi que ia fazer isso. E não será uma coisa estática, parada: as imagens terão efeitos visuais, proporcionados por computação gráfica”, ressalta Arnaldo.


Alternativa

Ainda segundo ele, a maior dificuldade encontrada por artistas plásticos daqui é a dificuldade em encontrar espaços para expor. “A minha função como artista é criar alternativas para dar continuidade ao meu trabalho. Espero que as pessoas assimilem a mostra de forma positiva. Não quero discutir ou criticar. Quero expor e criar outros meios para apresentar minhas obras de modo que, a partir disso, outros artistas encontrem também suas formas de apresentar sua arte”, completa Garcez.

“Audiovisual”, como o próprio nome diz, trará uma mescla de experiências aos olhos e ouvidos, conforme o artista. A exposição contará com uma trilha sonora de um álbum inédito da saxofonista Rita Ferreira, uma das maiores do mundo no gênero. “O álbum dela ainda não foi lançado e será divulgado com exclusividade na mostra. Este trabalho dela homenageia a obra musical de Tom Jobim”, adianta.



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