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Obra inédita de amazonense é premiada no Rio de Janeiro

“O livro no lixo”, de Edweine Loureiro, conta a história de um livro que tenta sobreviver depois de ser descartado. Escritor esteve em Manaus para divulgá-la 18/11/2015 às 12:21
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Edweine Loureiro nasceu em Manaus em 1975. É advogado, professor de idiomas e reside no Japão desde 2001
ROSIEL MENDONÇA Manaus (AM)

“O livro no lixo”, do amazonense Edweine Loureiro, acaba de ser contemplado com o prêmio de melhor obra infantojuvenil inédita da União Brasileira de Escritores (UBE-RJ), filiada à Academia Brasileira de Letras. Residindo no Japão há 14 anos, Edweine veio ao Brasil na última semana especialmente para participar da premiação.

Ele ainda encontrou tempo de visitar a família em Manaus depois de cinco anos sem vir à cidade natal.“Fiz o discurso em nome de todos os premiados na cerimônia e foi um momento muito especial, porque logo depois de receber o prêmio fui informado que eu também me tornara o primeiro amazonense membro da UBE”, contou o autor, que coleciona mais de 180 prêmios no Brasil, Portugal e Espanha.

A história do livro premiado gira em torno de um exemplar de “O Pequeno Príncipe”, do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, e as aventuras pelas quais ele passa depois de ser descartado. “Na primeira parte, Augusto recebe o livro dos pais, mas como no mundo atual a maioria das crianças preferem os aparelhos eletrônicos, ele fica desapontado com o presente e o joga fora”, explica Loureiro.

Na segunda parte, o livro ganha vida e sobrevive ao lado de uma fita desbotada e um saco plástico. Os objetos acabam parando nas mãos de uma nova dona que saberá dar o devido valor a eles. “É uma história sobre amizade e a importância da leitura, que anda tão depreciada”, completa o amazonense, autor de cinco livros.

Ele diz que e stá em contato com editoras para que o “O livro no lixo” possa chegar ao mercado, algo que deve acontecer no próximo ano.Advogado, Edweine Loureiro se mudou para o Japão em 2001 com uma bolsa de estudos para fazer mestrado. Lá, acabou casando com uma japonesa e decidiu ficar. Hoje escreve colunas para uma revista local e leciona em cursos de idiomas para nativos.

“Escrevo desde os 15 anos, mas nos últimos cinco anos houve um boom literário na minha vida, comecei a escrever bastante”, conta.Contos, poesia e crônicas fazem parte do universo criativo de Edweine, que preza pelos temas de fundo social, sejam infantis ou adultos. O premiado “Filho da floresta”, publicado no Pará, marca o retorno do escritor às suas origens, ele diz. “Eu vim de uma família pobre, então para mim é muito importante que a criança amazonense possa sonhar por meio das artes e das letras”.

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