Domingo, 15 de Setembro de 2019
Vida

Obras do mercado Adolpho Lisboa resgatam traços centenários

Restauro recupera aspectos originais e detalhes arquitetônicos sobressaem após revitalização do mercado municipal



1.jpg Pavilhão frontal abriga relógio e abóbada com o brasão da cidade
28/09/2013 às 20:09

Em breve, o ruído de martelos e maquitas vai dar lugar ao burburinho característico do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, fechado para reforma e restauro há mais de seis anos. Segundo a Prefeitura de Manaus, o espaço será entregue à população na virada do dia 23 para o dia 24 de outubro - ou seja, na manhã do aniversário da cidade, os manauaras já poderão fazer a feira e conferir as melhorias implementadas no complexo, um dos legados do Ciclo da Borracha.

Guiada pelo engenheiro da obra, Jackson Freitas, a reportagem teve a chance de acompanhar os últimos acabamentos que estão sendo feitos no “Mercadão”. Segundo ele, grande parte dos esforços de restauro se concentrou na recuperação das estruturas de ferro que dão forma e ornamentam os pavilhões da construção centenária, como colunas, gradis e lambrequins. “Nessa época, essas estruturas eram compradas por catálogo”, explica.


De acordo com Freitas, a preocupação em resgatar e manter os aspectos originais do mercado foi uma constante durante a obra. Isso se reflete, por exemplo, nas cores da fachada, nos calçamentos de pedra lioz e nas paredes de pedra jacaré do Pavilhão Central, antes encobertas pelo reboco.

O brilho do bronze e a polidez do mármore também foram devolvidos à placa que carrega o nome do mercado, no Pavilhão Frontal. O que não pôde ser recuperado acabou ganhando réplicas fiéis, como algumas telhas ao estilo escama de peixe e ladrilhos hidráulicos, que tiveram que ser encomendados em Minas Gerais.

Naturalmente, algumas surpresas foram aparecendo ao longo da restauração. Foi o caso de uma parede de tijolos aparentes, pinturas em relevo, o famoso “Sino da Creolina” e uma escada de lioz, que estava soterrada e vai virar monumento histórico.

Modernidade


Enquanto detalhes sofisticados como vitrais coloridos, pinturas decorativas e forros em cedro doce remetem os visitantes do Adolpho Lisboa aos anos da Belle Époque, um toque de modernidade também foi incorporado durante a revitalização do espaço, como iluminação monumental de LED e dois elevadores.

O antigo relógio (não original) será substituído por um novo, trazido de São Paulo: a interface analógica da parte externa será controlada por um sistema digital que ficará na parte interna. E no que depender desse sistema, o Adolpho Lisboa não vai mais ficar parado no tempo, porque mesmo ligado à energia elétrica, o novo maquinário vai possuir bateria própria.


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