Terça-feira, 15 de Outubro de 2019
Vida

OCA inova com ‘instalação musical’ no Teatro Amazonas

Orquestra de Câmara transforma concerto com obras de Bryars, Schnittke e Pärt em ‘experiência sonora’



1.jpg Músicos da OCA vão tocar em pé e mudar de lugar ao longo do espetáculo, que acontece na segunda, dia 2, às 20h
30/11/2013 às 11:05

Não se pode chamar exatamente de “concerto” o espetáculo que a Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA) apresenta nesta segunda-feira, dia 2 de dezembro, às 20h, no Teatro Amazonas. Nele, a música inicia antes da entrada da plateia, instrumentistas tocam em pé e caminham pelo palco, e luzes se acendem e apagam durante toda a apresentação, que terá peças de Bryars, Schnittke e Pärt.

“Será uma espécie de ‘happening’, com músicas em sequência, sem intervalos”, antecipa o maestro titular da orquestra, Marcelo de Jesus. A proposta, segundo ele, é fazer do espetáculo uma “instalação sonora”. “Esse formato está surgindo como uma nova vertente musical. O espectador não vai apenas para ouvir uma peça ser executada num concerto, mas uma obra produzida para interagir com ela”.



Espetáculo incomum
Num misto entre concerto e performance de arte experimental, o espetáculo começa com a apresentação de “Jesus’ blood never failed me yet”. A peculiar peça do britânico Gavin Bryars será executada em sua versão “Tape”, com a gravação em loop de um trecho da música-título sendo reproduzida desde antes da chegada do público. Os instrumentistas da orquestra, por sua vez, entram no palco aos poucos.

Enquanto o loop da música de Bryars segue em execução – até o final do espetáculo –, o apagar e acender de luzes marca o início do “Concerto Grosso nº 1”, de Alfred Schnittke, com solos dos violinistas Maria Krutenkova e Ildar Agliukov.

Logo após, é a vez de outra peça peculiar: “Moz-Art à la Haydn”. Também de Schnittke, a peça que embaralha referências aos dois compositores inicia com os instrumentistas tocando no escuro. Depois que as luzes se acendem, eles caminham pelo palco compondo diferentes formações. Durante a execução, que terá solos de violino de Kalina Nikolova e Denitsa Marinova, De Jesus se transfere para o piano e Simões segue na regência.

O bloco de Schnittke termina com o “Concerto para piano e cordas”, em que De Jesus e Simões trocam de lugar.

Minimalismo místico
Na sequência, os instrumentistas da OCA apresentam “Tabula rasa”, tendo como solistas os violinistas Elena Koynova e Nikolay Mutafchiev. A peça é uma das mais conhecidas do estoniano Arvo Pärt, conhecido como um dos “minimalistas místicos”, da música erudita. Com uma profunda inspiração religiosa, sua obra usa a técnica “tintinnambulum”, que reproduz sonoridades hipnóticas de pequenos sinos.

Com entrada gratuita, o espetáculo da OCA faz parte da décima temporada da Série Guaraná, com realização da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e patrocínio da Ambev.


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