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ARTES

Oficina de tecido circense ensinará técnicas de acrobacia aérea

Atividade ocorre no Centro de Convivência Magdalena Arce Daou de hoje (03) até sexta-feira (05), das 18h às 20h 03/08/2016 às 08:29
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Aulas serão ministradas por Jean Winder da Escola Nacional de Circo do Brasil. (Divulgação)
Mayrlla Motta Manaus (AM)

Desenvolver a capacidade do aluno na acrobacia aérea. Esse é o objetivo da oficina de tecido acrobático, que inicia nesta quarta-feira (03) e vai até  sexta-feira (05), das 18h às 20h, no Centro de Convivência Magdalena Arce Daou. A atividade faz parte da programação do Intercâmbio de Dança Aérea, organizado pelo Grupo Tangará de Balé Aéreo, e será ministrada pelo artista cênico Jean Winder, 23.

Ele explica que durante a atividade “trabalharemos com técnicas de flexibilidade, preparação física no aparelho aéreo com um repertório de truques no tecido”, ressalta Winder, que possui formação em teatro físico e artes circenses, pela Universidad Nacional de San Martin (Buenos Aires ­ AR).

Para o artista manauara, a arte circense em Manaus luta para sobreviver e a realização de eventos como esse ampliam o contato do público com a arte. “Não temos produções de espetáculos circenses. As técnicas tardam muito para chegar, e muitas delas ainda não chegaram. Estamos bastante atrasados, em termos de formas de produzir a arte circense, e formas de utilizá-la”, avalia Winder. 

Contudo, ele acredita que o Norte tem muito a colaborar no cenário circense brasileiro e internacional. “Não tenho dúvidas de que temos muitos talentos a serem descobertos nos bairros de periferia e nas comunidades ribeirinhas. Temos que elaborar meios de aproveitar nossas qualidades”, acrescenta Jean, que carrega no portfólio experiências em espetáculos como: “Shumman: Concierto para acrobatas em Fá maior”, realizado em abril do ano passado, no espaço “Buenos Aires Polo Circo”. 

De um modo mais crítico, o artista sugere que os artistas e produtores de circo, não contem unicamente com editais públicos para produção. “Precisamos ser criativos para encontrar e criar novas formas de produzir arte. Aproveitar os espaços, trazer o público para nossos espetáculos e contribuir para a transformação social no Amazonas”, opina. 

Pré-requisitos 

Inscrições para participar da oficina podem ser feitas diretamente na fanpage do Coletivo Mona. Podem participar da oficina artistas de circo, dança, teatro ou quem pratica a atividade por hobby. Jean orienta que são necessários alguns pré-requisitos. “É preciso que a pessoa tenha pelo menos noções básicas, como subidas e travas simples, para que ela possa desfrutar da oficina”, explica Jean, que já ministrou workshops de acrobacia aérea durante a “XV Convenção Chilena de arte de rua e circo”, no Chile, em 2013. 

Atualmente, Jean integra o corpo discente da Escola Nacional de Circo do Brasil (ENC). Na oportunidade, o artista irá compartilhar os conhecimentos adquiridos na ENC, situada no Rio de Janeiro. “Estou treinando ‘faixas’, que é outra modalidade de acrobacia aérea, cuja técnica é bastante complementar e importante para se trabalhar força com consciência e qualidade no tecido”, acrescenta. 

Três perguntas para Jean Winder 

O que te motivou a trabalhar nessa área?
 Escolhi as artes circenses porque fui hipnotizado pela possibilidade de poder fazer aquelas coisas incríveis que os artistas do circo fazem. Acho fantástica a capacidade que o ser humano tem de se expressar e comunicar através de uma habilidade corporal. Desde que conheci o circo o mundo parece ser outro, meu horizonte se expandiu e posso ver meu caminho profissional e pessoal com mais claridade e felicidade.

Quando se está no "ar", é possível que algo dê errado? Você já passou por uma experiência do tipo em alguma apresentação?  
Sim, infelizmente os acrobatas aéreos estão sempre sujeitos a acidentes pelo fato de que a acrobacia aérea é uma modalidade muito perigosa. É preciso ter muito cuidado e atenção com a estrutura que sustenta o aparelho, com o material de segurança e o estado físico e mental do acrobata. Graças a deus comigo nunca aconteceu nenhum acidente, no máximo pode ser que eu, em alguma apresentação, tenha errado o truque, mas não foram coisas graves.

Como enxergas a arte circense brasileira? 
 A arte circense brasileira, lentamente, vem se desenvolvendo e procurando sua própria forma. Caminha entre a necessidade de valorização da cultura das famílias tradicionais e a emergência de companhias de circo contemporâneas que surpreendem com novas propostas de apresentação das habilidades circenses.

Serviço

O quê: Oficina de tecido acrobático

Onde  no Centro de Convivência Magdalena Arce Daou (Av. Brasil, s/n - Santo Antônio) 

Quando de quarta-feira  (03) até sexta-feira (05), das 18h às 20h. 

Inscrições  na Fanpage Coletivo Mona. Pagamento de contribuição consciente. 

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