Publicidade
Entretenimento
Vida

Onde nascem filhos, também nascem novos pais!

“Eu queria estar acompanhando ela e ao mesmo tempo não, porque ver uma pessoa passar por uma cirurgia, ver sangue é difícil. Mas ao mesmo tempo a vontade de ver minha filha foi maior”, descreve o empresário Gustavo Feitoza 07/08/2015 às 16:07
Show 1
Gustavo Tapajós ao lado da esposa, Marília Tapajós, e os trigêmeos
Laynna Feitoza Manaus, AM

Nervosismo, ansiedade... uma mistura de emoções ao mesmo tempo. Assim descrevem muitos dos pais que tiveram a oportunidade de acompanhar a mãe dos seus filhos na sala de parto. Seja para dar suporte à mulher, para presenciar o primeiro instante de vida do filho – ou os dois! – a figura paterna se mostra importante também neste momento, onde nascem filhos e também novos pais. “Eu queria estar acompanhando ela e ao mesmo tempo não, porque ver uma pessoa passar por uma cirurgia, ver sangue é difícil. Mas ao mesmo tempo a vontade de ver minha filha foi maior”, descreve o empresário Gustavo Feitoza.

Pai de primeira viagem com um pouco mais de uma semana na função, ele conta que a primeira sensação que a filha Maria Eduarda teve foi o choro. E, consequentemente, o pai se deparou com o choro também. “Não vou mentir, eu tive medo de desmaiar. Na cirurgia, fiquei ao lado da cabeça dela, e a equipe era bastante extrovertida. Quando a criança estava para sair da barriga, eles falaram ‘vem cá, pai’, queriam que eu tirasse foto. Quando tiraram, fizeram eu segurar a criança, e eu disse que não sabia segurar”, relembra ele o misto de susto e êxtase do momento.

Para ele, um dos momentos mais mágicos foi quando tentaram colocar a neném para mamar. “Ela já sentiu o cheiro da mãe”, afirma Gustavo. O parto da esposa Marília Oliveira foi super rápido. “Eu fiquei acompanhando. Não tive tempo de tomar alguma coisa pra relaxar, só tive tempo de pedir a Deus pela vida da filha e da esposa”, aponta ele, que defende: todo pai tem a obrigação de assistir e acompanhar o parto. “É uma emoção incomparável e imensurável, ver seu filho nascendo, manifestando-se em sua natureza. Quando ela surgiu, eu meio que me belisquei. É um choque. Você sabe que tem uma criança lá dentro, mas quando você vê ela saindo, é inexplicável”.

Controle

O consultor financeiro Gustavo Tapajós sentiu essa emoção em dose tripla, há pouco mais de 35 dias: Cecília, Isadora e Pedro Henrique resolveram vir de uma vez só. Pelo parto ter sido agendado, tanto ele quanto a esposa, Marília Tapajós, já tinham se preparado para a emoção do momento.

“Por serem três filhos e prematuros, estávamos muito nervosos. Mas o parto foi agendado para não termos surpresas negativas. A preparação veio justamente para nos deixar serenos e tranquilos no nascimento deles”, comenta. Tapajós, que estava com máquina fotográfica na hora, não conseguiu tirar uma foto sequer, por causa da emoção.

“Chorei bastante com minha esposa. Teve um intervalo de 30 segundos entre cada um. Quando um saía, eu ficava desesperado. Mas nesse intervalo fiquei anestesiado, na ânsia da expectativa de que todos saíssem chorando bastante, pois os médicos disseram que se eles saíssem chorando estava tudo bem com eles. A preocupação que tínhamos era com o pulmão deles, se iriam ser fortes para suportar o nascimento. Como eles são prematuros, corria o risco dos pulmões estarem fracos”, declara Gustavo, lembrando que os filhos nasceram com 32 semanas de gestação.

Tapajós sempre quis acompanhar o parto da esposa. “Por serem os últimos filhos (da nossa pretensão) eu queria participar de cada momento. Vi o ato como importante para os dois motivos: para estar perto dos meus filhos no primeiro momento de vida deles e segundo, para dar força à minha esposa. Por ser um parto de risco, segurei a mão dela o tempo inteiro para garanti-la de que estava tudo correndo bem, uma vez que ela estava sedada, com um pano próximo ao rosto e não podia ver bem o que acontecia”, encerra.

Sob a ótica médica

Para o médico obstetra Thalles Araújo, do Hapvida, não existem proibições quanto ao ingresso dos pais na sala de parto, mas sim recomendações para evitar problemas à saúde da mãe e do bebê. “A lei do acompanhante determina que a escolha seja feita pela mãe. Mas se um pai estiver gripado, ou com alguma doença contagiosa, o recomendado é que ele não entre na sala de parto”, orienta. Por ser um ambiente estéril, não pode vir contaminação externa por parte de fumaças e poeiras. “É importante que o pai vista a roupa privativa e esteja asseado ao entrar no centro obstétrico para assistir ao parto”, pondera.

O obstetra, que também é pai, garante que é provado cientificamente que a presença do pai na tão esperada hora é de fundamental importância. “Até mesmo como apoio e transferência de energia positiva, que influencia na força psicológica e emocional da mãe e culmina no sucesso do parto. As pessoas não têm noção do quanto o bebê sente a presença do pai e da mãe no parto. Ele age com muito mais tranquilidade e se sente protegido. Para a criança, essa presença paterna no nascimento incide numa condição favorável ao futuro dela. O bebê tende a ter um favorecimento até mesmo na produção de anticorpos, e vai estar emocionalmente fortalecido para encarar o mundo”, completa.

Destaque

Para o Dr. Thalles Araújo, a preparação para o parto deve começar no momento em que o pai descobre a gravidez da esposa. “O pai tem que acompanhar o pré-natal e as consultas, tirar dúvidas. Porque aí é que ele vai cumprir o papel dele com responsabilidade”.




Publicidade
Publicidade