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Entretenimento
CONCERTO

Orquestra experimental apresenta a ‘Flauta Mágica’, de Mozart, neste domingo (5)

Mais uma versão da ópera será apresentada ao público neste domingo, no Teatro Amazonas. O evento terá entrada gratuita 02/11/2017 às 13:39 - Atualizado em 03/11/2017 às 16:05
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(Foto: Divulgação/SEC)
acritica.com Manaus (AM)

A “Flauta Mágica”, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), tem um histórico de apresentações no Amazonas e já conquistou um público fiel ao longo dos anos. Na noite do próximo domingo (5), a partir das 19h, mais uma versão da ópera será apresentada ao público, desta vez com os músicos da Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica e do Coral do Amazonas. O evento, que terá entrada gratuita, é realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado do Amazonas (SEC), no Teatro Amazonas.

O maestro Marcelo de Jesus, que regerá o concerto, contou que será a primeira vez que os jovens músicos irão tocar a obra de Mozart neste formato. A Orquestra Experimental tem músicos com faixa etária entre 16 e 25 anos e 50 integrantes do grupo estarão no Teatro para a "Flauta Mágica". “É interessante vê-los tocar a obra, pois, muitos deles, há pouco tempo, estavam assistindo e agora vão apresentá-la ao público”, ressaltou o maestro.

De acordo com o regente adjunto da Amazonas Filarmônica, a jovem orquestra trabalhou a ópera durante três meses. “Como são estudantes, há um trabalho diferenciado a ser realizado, não poderíamos colocá-los em uma posição vulnerável. Eles estão tocando como se deve tocar”, afirmou De Jesus. “Outro ponto que devemos destacar é o elenco da ópera ser formado pelos músicos da casa. Não é a primeira vez, mas é sempre uma conquista”, complementou.

Ópera universal

Apresentada em formato de concerto, com duração de 1 hora -  “sem afetar o enredo”, afirmou Marcelo de Jesus - , a ópera de Mozart ainda contará com 60 integrantes do Coral do Amazonas. “A ‘Flauta’ é uma ópera universal que nós já fizemos diversas vezes no Festival de Ópera e em inúmeros formatos ao longo dos anos. O público já sabe alguma das árias da ópera, as crianças e adultos se divertem com os personagens, e eu fico muito feliz que a obra tenha alcançado um nível tão popular”, comentou o maestro.

Intérpretes

Os personagens, todos interpretados por solistas, são: Tamino – Fabiano Cardoso (tenor), As Três Damas – com as sopranos Dhijana Nobre, Thalita Azevedo e a contralto Marinete Negrão,  Papageno – Josenor Rocha (barítono), Rainha da Noite – Kátia Freitas (soprano), Sarastro – Emanuel Conde (baixo),  Pamina – Tamar Freitas (soprano) e Papagena – Raquel Queiroz (soprano).

Première

A "Flauta Mágica" ("Die Zauberflöte") estreou em 30 de setembro de 1791, em Viena. Composta em dois atos, a ópera tem libreto escrito por Emanuel Schikaneder, amigo de Mozart.

Recheada de elementos filosóficos – a obra foi escrita na explosão da Revolução Francesa e dos ideais do Iluminismo – e cômicos, a Flauta Mágica é uma das obras mais sublimes de Mozart. “É uma ópera muito acessível, sempre um sucesso”, apontou o maestro Marcelo de Jesus. 

“Além de ser fácil se envolver com a história, a música é de uma excelência gigantesca. Era o final da carreira do Mozart (que morreu meses após a obra estrear em Viena), ele não precisava provar mais nada, então, a música é simples e ao mesmo tempo tão profunda que é por isso que ficou tão popular. Não tem como você não sentar e não aproveitar”, garantiu.

Marcelo de Jesus

Considerado um dos mais atuantes regentes brasileiros, é graduado em Piano, Composição e Regência pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Estudou com grandes nomes da música erudita brasileira, como Lutero Rodrigues, Ronaldo Bologna, Edmundo Villani-Côrtes e Homero Magalhães. Na Itália, estudou com a professora Carmella Pistillo, na Academia Santa Cecília, em Roma.

Desde o ano de 1999, atua como diretor artístico adjunto do Festival Amazonas de Ópera, onde fez sua estreia de fato como diretor musical e regente no ano de 2001, na ópera “A Flauta Mágica”, de Mozart. De Jesus também atua como regente adjunto da Amazonas Filarmônica e regente titular da Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA), e atualmente, é diretor dos Corpos Artísticos do Amazonas.

*Com informações de assessoria de imprensa

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