Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
Relógiomaníacos

Os acessórios 'da hora' que possuem público fiel

Apesar das facilidades da tecnologia, muitas pessoas ainda cultivam o hábito de usarem relógios de pulso e não abrem mão deste costume



1.jpg Romyne percebe que muitas pessoas deixaram o relógio de lado. O que não é o seu caso." Ao sair de casa, é a primeira coisa que lembro: colocá-lo no pulso".
15/09/2013 às 15:30

No filme “Os Estagiários”, em exibição nas salas de Manaus, os personagens de Vince Vaughn e Owen Wilson ficam desempregados após a loja de relógios onde trabalham falir - em consequência do boom dos smartphones. Apesar de fictícia, a trama do longa bem representa, também, a realidade fora das telonas: hoje em dia, cada vez mais, as pessoas vêm optando por conferir as horas em seus celulares, deixando de lado um acessório que, por anos, figurou entre os mais desejados por homens e mulheres no Brasil, o relógio.

Se o item perdeu um pouco do seu prestígio para iPhones e Galaxys, ainda existe aquele público que, mesmo não abrindo mão de seu smartphone, não arrisca colocar os pés para fora de casa sem estar com o acessório. Esse é o caso da jornalista e empresária Romyne Nóvoa, apaixonada por relógios desde criança. “Sempre gostei e achei muito bonito o uso de relógio. É um costume que adotei desde pequena, ele nos enfeita. Às vezes, deixo de colocar uma pulseira para usá-lo, por exemplo”, confessa a jornalista.

Dona de dez modelos, das famosas marcas Swatch, Donna Karan, Michael Kors e Tommy Hilfiger, além das “populares” Casio e Lince-Orient, ela diz que costuma comprar o objeto em suas viagens. “Certa vez viajei para a Europa e estavam na moda as cores neon. Na mesma época, a Paula Toller (do Kid Abelha) havia aparecido usando dois relógios, então comprei dois Swatchs, coloridos, e trouxe para Manaus”, revela Romyne. “Passei a usá-los no colégio e o pessoal começou a me imitar (risos)”, lembra.

Nova função

“Pai” orgulhoso de uma coleção de 35 relógios, o designer Marco Guerreiro Prado não acredita que as pessoas tenham perdido o costume de usar o objeto, apenas que o acessório, nos dias atuais, assume uma nova tarefa. “Ao invés de ser utilizado para ver as horas, as pessoas têm usado o relógio mais como acessório de moda”, analisa. “O relógio é um item importante, pois, na minha opinião, mostra imponência, tradição e polidez. Quando estou sem paciência para me arrumar, coloco um bom relógio e está tudo certo”, completa o designer.

Entre as marcas que estampam a coleção de Marco, destaque para Amsterdam Sauer, Nautica, Michael Kors e Tommy Hilfiger. “Desde pequeno uso o acessório. Acho que meu primeiro relógio foi aquele que atira dardos e esguicha água”, recorda o designer. “Já comprei mais. Hoje em dia me contento com os que tenho”, ressalta ele, que tem como favorito um modelo do estilista estadunidense Tommy Hilfiger. “Vejo-o e já ponho no braço”, encerra.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.