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TURISMO

Os destinos latino-americanos pouco explorados próximos a Manaus

Cercada por oito países, capital amazonense é rota para praias caribenhas, capitais históricas e até cidades com neve 15/05/2017 às 15:01 - Atualizado em 15/05/2017 às 15:05
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Cartagena, na Colômbia, é um dos destinos mais procurados (Foto: Reprodução)
acritica.com Manaus (AM)

Se três países fazem fronteira com o Amazonas (Colômbia, Peru e Venezuela), oito rodeiam o estado, todos relativamente próximos à capital Manaus – os três acima mais Bolívia, Equador, Guiana, Guiana Francesa e Suriname. A localização privilegiada permite diversas opções de viagens aos manauaras pela região quando encontram passagens aéreas baratas.

Alguns dos países próximos, assim como Manaus, registram climas quentes em quase todos os períodos do ano, atraindo turistas não apenas pelas belas praias, como também pelas arquiteturas históricas e pelos preços baixos. Para além delas, há diversos outros motivos para conhecê-los.

Colômbia e Venezuela, especialmente, são destinos procurados pelos brasileiros do Norte não apenas em busca de praias ou belezas naturais, mas para conhecer novas culturas e fortalecer o vínculo com vizinhos tão próximos. O aumento na procura fez até com que algumas empresas aéreas inaugurassem rotas diretas entre a capital do Amazonas e as principais cidades desses países.

Na Colômbia, para além da famosa ilha de San Andrés e das praias de Cartagena de Índias, os brasileiros estão descobrindo Bogotá, uma das cidades mais antigas e mais populosas da América Latina. Na capital colombiana há, por exemplo, o maior museu de ouro do mundo, um vasto roteiro de igrejas construídas no período colonial, uma região inteira de bares e baladas – a Zona Rosa –, bairros históricos, como a Candelária, no centro, e, para quem gosta de bicicletas, a metrópole tem a maior malha cicloviária do continente, com quase 500 km de extensão.

Medellín, na província de Antioquia, ficou famosa no ano passado por causa de um dos seus grandes clubes de futebol, o Atlético Nacional, que faria a final da Copa Sul-Americana com a Chapecoense, e demonstrou um imenso afeto para com os brasileiros depois que um acidente de avião próximo à cidade matou quase todos os jogadores do time catarinense. Medellín, porém, possui um grande roteiro de parques – o mais famoso é chamado de Parque de los Pies Descalzos –, um grande comércio popular a céu aberto e um dos pratos típicos do país, a bandeja paisa. Conhecer o estádio Atanásio Girardot, casa do Atlético Nacional, também pode ser uma boa maneira de recompensar o clube pelas homenagens à Chape.

Enfim, um terceiro destino pouco explorado na Colômbia é a litorânea Barranquilla, já no Caribe. Cidade natal da cantora Shakira e conhecida também pelos tempos em que abrigou o escritor Gabriel García Márquez, Nobel de Literatura em 1982, ela também possui praias tão bonitas quanto as de Cartagena, um dos portos mais antigos da América Latina e ficou famosa mundialmente pelo seu carnaval, em fevereiro, quando chega a receber um milhão de pessoas.

Na Venezuela, apesar da crise política envolvendo os defensores do governo do presidente Nicolás Maduro e seus oposicionistas, também há destinos reconhecidos pelo turismo internacional, como o arquipélago de los Roques, a 150 km da capital Caracas pelo mar do Caribe. Sem precisar utilizar avião em território venezuelano, muitos visitantes desfrutam das praias do litoral continental, como a Bahía de Cata, na província de Ocumare. Algumas revistas turísticas brasileiras chegam a afirmar que muitas pessoas do Amazonas, de Roraima e do Pará viajam ao país apenas para passar o fim de semana.

Se Caracas, a tumultuada capital venezuelana, adquiriu uma fama negativa nos últimos anos, principalmente pela explosão da violência, outras grandes cidades do país ainda são interessantes. É o caso de Maracaibo, que conta boa parte da história colonial da Venezuela por causa da exploração de petróleo, possui uma faixa litorânea que mistura as águas de um dos maiores lagos do continente do Mar do Caribe e também tem um circuito de igrejas, prédios e teatros construídos há mais de 100 anos.

Se a experiência buscada é justamente o contrário de calor e praia, a opção pode ser Mérida, capital da província de mesmo nome. Localizada nos andes venezuelanos, a cidade tem uma temperatura média de 18°C, podendo chegar aos 14°C. O frio é consequência da proximidade com as montanhas andinas, onde se registram climas abaixo de zero – Mérida convive raramente com dias de neve, e, ao redor dela, roteiros turísticos levam a locais em que é comum nevar.

Há ainda o Equador, um pequeno país de 16 milhões de habitantes entre a Colômbia e o Peru, cuja capital, Quito, também é uma das cidades mais antigas da América do Sul e conta muito da história do continente. Assim como Bogotá, a metrópole equatoriana possui um conhecido circuito de bares para ir à noite, no bairro de Mariscal, um centro histórico reconhecido pela UNESCO como patrimônio da humanidade, um teleférico que permite uma visão panorâmica da cidade e, para os mais corajosos, comer catzos blancos, uma espécie de besouro que faz parte da gastronomia da cidade.

Apesar de ser a capital e ser mais populosa, Quito não é a maior cidade do Equador. Esse título vai para Guayaquil, no litoral do Pacífico e margeada pelo grande Rio Guayas, o que influencia bastante a vida dos seus habitantes, não apenas nos costumes, mas na gastronomia. Nos últimos anos, o governo do país resolveu investir nas potencialidades turísticas do município, construindo bulevares em frente ao mar, beneficiando o setor hoteleiro e de entretenimento. Os relatos de brasileiros que foram a Guayaquil também indicam que a cidade pulsa futebol – os dois principais times são o Emelec e o Barcelona, ambos constantemente em disputas na Copa Libertadores da América.

Aventureiros mais audaciosos podem encontrar passagens baratas para as Guianas, onde há voos também para Paramaribo, capital do Suriname, um país cuja cultura é resultado da união de índios sul-americanos, holandeses, africanos, indianos e javaneses. Além deles, há as cidades históricas peruanas e a sua capital, Lima, famosa pela arquitetura colonial, pelas músicas típicas e pela gastronomia, em especial o ceviche, e, enfim, o litoral equatoriano, principalmente Guayaquil, uma das metrópoles mais velhas do continente.

 

 

 

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