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Os pés são o alvo: diabéticos tem que redobrar cuidados

Segundo o Drº Mário Quadros, cinco anos de pés diabéticos mal cuidados podem acarretar numa amputação. “Muitas pessoas não zelam pelos pés como devem porque nem sabem que são diabéticas. Em 20% dos casos de amputação os pacientes não sabiam ter a doença”, revela 13/02/2013 às 11:16
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Muita atenção com o surgimento dos seguintes sintomas: esfriamento dos pés, dedos arroxeados, surgimento de calosidades e feridas que não saram
Cynthia Blink Manaus, AM

Estimativas apontam que existe cerca de 200 mil diabéticos, atualmente, no Amazonas. Desses, 19 mil apresentam casos de úlcera (ferida) nos pés e cerca de 3 mil são amputados. Árdua consequência que poderia ser evitada com uma rotina simples de cuidados com os pés.

A doença age silenciosamente. Os pés dos diabéticos não sentem dor ou qualquer incomodo, conforme explica o endocrinologista Mário Quadros.

“Como o nervo já não responde mais, o paciente não sente dor. A infecção se agrava, vira uma úlcera que nunca cicatriza, quando, finalmente, o paciente procura um médico, muitas vezes o problema é irremediável e a amputação se faz necessária”, explica o especialista.

Segundo o Drº Mário Quadros, cinco anos de pés diabéticos mal cuidados podem acarretar numa amputação. “Muitas pessoas não zelam pelos pés como devem porque nem sabem que são diabéticas. Em 20% dos casos de amputação os pacientes não sabiam ter a doença”, revela.

ALERTA

Diabetes tipo II é uma doença hereditária, mas também pode ser adquirida por causa de maus hábitos alimentares, sedentarismo, ou mesmo estresse. É importante estar atento aos sintomas: esfriamento dos pés, dedos arroxeados, surgimento de calosidades e feridas que não saram. “Se seus pés apresentam alguns desses indícios, procure um endocrinologista imediatamente”, alerta Mario Quadros.

Esse profissional tem os recursos para higienizar os seus pés com segurança. Não deve ser confundido com um tratamento de beleza. “É um procedimento médico. Tiramos as calosidades, tratamos das úlceras e unhas encravadas. É perigoso confiar esse serviço a curiosos”, explica Mário Quadros. Em Manaus, Body Clinic (Inf.: 3584-2849) disponibilizará esse serviço a partir de março.

Calçado ideal Diabético nunca deve usar sandálias abertas, nem mesmo dentro de casa, recomendam os profissionais da saúde. O ideal são sapatos fechados, de couro macio, em numeração e altura adequadas e que sejam confortáveis. Vistoria diária“A grande sacada é sempre ficar de olho nos pés” afirma o Drº Doane Silveira. Fisioterapeuta há 11 anos, o doutor Silveira já viu diversos casos de pés diabéticos se agravarem por falta de uma vistoria diária, inclusive na própria família.

“O meu tio era um senhor diabético, e gostava de cuidar do jardim. Ele usava sandália e acabou pisando num prego, mas não notou. Porque diabético perde a sensibilidade. Quando percebeu, a úlcera já tinha tomado todo o calcanhar dele, dava quase para ver o osso. Teve que amputar. Foi triste. O pior que histórias como essa são bastante comuns”, lamenta Doane.

Recomendações

Cheque sinais de vermelhidão, bolhas e calosidades, ferimentos de pele, corte ou feridas entre os dedos; Fique atento as mudanças de temperatura;Lave os pés todos os dias e enxugue bem. Use apenas sabão suave e água morna (nunca quente e nunca escove); Não aplique pó sobre os pés; Contra-indicado o uso de sandálias e demais calçados que deixem os dedos expostos. Prefira sapatos suaves, leves, largos e de salto baixo; Não corte calosidades nem unhas encravadas.

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