Publicidade
Entretenimento
Vida

Oscar 2013: Diretores de grandes filmes se sentem ‘injustiçados’

Ausência de Ben Affleck e outros nomes na categoria evidencia descompasso com indicados a Melhor Filme. A disparidade ficou mais evidente a partir de 2010 15/02/2013 às 11:16
Show 1
Ben Affleck foi um dos grandes nomes do cinema que ficou de fora do tapete vermelho
JONY CLAY BORGES ---

Se pode haver uma certeza com relação às premiações do Oscar, é a de que sempre haverá injustiças. Em boa parte dos casos ela começa já no anúncio dos indicados da Academia de Hollywood, quando filmes de peso ou artistas reconhecidamente talentosos não aparecem nas categorias de destaque. É o caso do prêmio de Melhor Direção, que este ano não incluiu Ben Affleck, de “Argo”, por sua vez um dos filmes indicados ao troféu principal.

A ausência de Affleck na lista de indicados do Oscar chamou ainda mais atenção ao longo da temporada de premiações. Isso porque ele recebeu troféus de Direção em outros prêmios importantes, entre eles o Globo de Ouro e o BAFTA.

Mais importante ainda, Affleck recebeu o grande troféu do Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos – premiação na qual os cineastas norte-americanos escolhem o melhor dentre os próprios pares.

Lista ampliada

O caso de Ben Affleck é o mais evidente, mas não é o único. Se considerarmos que os indicados a Melhor Filme não fariam jus à honraria se não tivessem um bom diretor por trás das câmeras, todos os títulos que disputam o prêmio principal deveriam ter indicações correspondentes na categoria de Melhor Direção, certo?

Mas não é bem assim que acontece. Mesmo quando as categorias tinham o mesmo número de indicados, era comum que um dos concorrentes a Melhor Filme ficasse de fora da lista de Melhor Direção.

A disparidade ficou mais evidente a partir de 2010, quando a lista de indicados a Melhor Filme cresceu para abrigar de cinco a dez títulos – este ano foram nove. Além de Affleck, outros três diretores de filmes que disputam o prêmio principal não concorrem em sua categoria: Kathryn Bigelow (“A hora mais escura”), Tom Hooper (“Os miseráveis”) e Quentin Tarantino (“Django Livre”).

O filme 'Guerra ao terror', também foi 'esquecido'

Tanto Kathryn quanto Hooper já foram reconhecidos pela Academia de Hollywood em edições anteriores: ela por “Guerra ao terror”, em 2008, e ele por “O discurso do rei” (2010). Por outro lado, Tarantino, um raro cineasta “auteur” na indústria do cinema norte-americano, não levou nenhum dos dois Oscars de Direção a que concorreu, por “Pulp Fiction - Tempo de violência” (1994) e “Bastardos inglórios” (2009).

Ganhador em 2010 com 'O discurso do rei', Tom Hooper foi outro 'excluído'

Em se tratando de Oscar, afinal, haverá sempre mais derrotados do que vencedores.

Outros ‘esquecidos’

Além da de Melhor Direção, outras categorias tiveram “ausências” apontadas por críticos e fãs após o anúncio dos indicados deste ano. Na lista de Melhor Ator, por exemplo, blogs e sites especializados mencionaram a falta de uma indicação para Anthony Hopkins pelo papel no filme “Hitchcock”, em que o ator britânico interpreta o célebre diretor de “Os pássaros”. Para eles, a atuação de Hopkins merece mais crédito que a de Denzel Washington, que entrou na disputa com “O voo”.

Outra ausência apontada entre os indicados a Melhor Ator é a de John Hawkes, protagonista do longa “As sessões”. Muitos cinéfilos esperavam ver o artista receber sua segunda indicação ao Oscar – a primeira foi na categoria de coadjuvante, por “Inverno da alma”. Na produção, Hawkes atua como um paraplégico de meia idade que decide perder a virgindade, por isso contrata uma terapeuta sexual (Helen Hunt, essa indicada ao troféu de Atriz Coadjuvante).

Muitos fãs de “Batman” torceram o nariz para a ausência do mais recente filme da franquia, “O Cavaleiro das Trevas ressurge”. Outros se ressentiram da falta de indicações para “Moonrise Kingdom”, de Wes Anderson, e “As vantagens de ser invisível” – que, segundo alguns blogs, poderia muito bem concorrer a prêmios como Trilha Sonora, Fotografia ou Roteiro Adaptado.

Mesmo celebrado pela crítica, “O mestre” foi outro que não compareceu na lista de Melhor Filme. O longa de Paul Thomas Anderson disputa em outras categorias, entre elas Melhor Ator (Philip Seymour Hoffman).

Publicidade
Publicidade