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Padre Marcelo Rossi lança novo disco e comenta sobre as polêmicas envolvendo seu nome

Em entrevista ao BEM VIVER, o religioso que vendeu mais de 2 mi de CDs em 2013 falou sobre seu novo álbum, 'O tempo de Deus', e sua fase de depressão 20/10/2014 às 10:30
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No final de 2013, em entrevista ao programa “Fantástico”, o padre falou pela primeira vez sobre a sua depressão
Rafael Seixas ---

Quem vendeu mais discos no Brasil em 2013? Certamente deve estar pensando em nomes como Roberto Carlos, Anitta, Michel Teló, Luan Santana ou Ivete Sangalo. Mas, acredite, a resposta certa é padre Marcelo Rossi. Sim, isso mesmo, ano passado, com o álbum “Já deu tudo certo”, ele vendeu mais de 2 milhões de CDs, ficando à frente de nomes conhecidos da mídia. E essa não foi a primeira vez. Para se ter uma ideia, o álbum de estreia do cantor, o “Músicas para louvar ao senhor”, de 1998, vendeu mais de três milhões de cópias, sendo até hoje o disco mais vendido da música brasileira. Em entrevista ao BEM VIVER, o religioso falou sobre o seu novo álbum, “O tempo de Deus”, e das polêmicas envolvendo o seu nome.

Antes de responder à primeira pergunta, ele fez questão de falar sobre a depressão que enfrentou no ano passado. Segundo o padre, encontrou na composição das músicas para este CD, e na oração, a sua libertação para vencer a doença. “Sempre fui atleta até me machucar. Cheguei a pesar 128 kg, investi numa dieta maluca que criei e cheguei a pesar 60 kg no ano passado. Meu antidepressivo foram a música e a oração (...) Nunca tomei um antidepressivo, mas passei por todos os sintomas da doença. Nunca pensei em suicídio, mas tive sensação de vazio, sensação de morte, que é algo horrível, e o que me salvou foi a oração”, garantiu Marcelo Rossi.

“Hoje, graças a Deus, estou bem. Faço diariamente 12 quilômetros na esteira, voltei ao esporte, não quero voltar à questão de músculo. Estou bem magro (com pouco mais de 80 kg, tendo 1.95 de altura). Tenho 47 anos e quero ter saúde”, acrescentou.

A doença

No final do ano passado, em entrevista ao programa “Fantástico”, ele falou pela primeira vez de depressão, da falta de privacidade, do assédio dos fãs, da tristeza e da dieta radical. Ele confessa que sente falta de sair às ruas, como uma pessoa normal. “Tudo o que quero fazer hoje é na madrugada. Se quero ir ao hospital visitar alguém, eu tenho que ir de madrugada. Tenho que aceitar isso e acabou. Para você ter ideia, não posso errar. Se fizer qualquer coisa errada, vai sair na mídia, estará no YouTube”.

Novo disco

Em “Tempo de Deus”, Rossi compôs as 14 faixas, abrindo mão dos direitos autorais, em negociação com a gravadora Sony Music, para que o álbum pudesse ser acessível para todas as classes sociais. “A situação no Brasil está muito difícil. Se fosse mais caro não ia atingir o meu público, a classe C não teria condições de comprá-lo. Para você ter uma ideia, lancei o disco no Santuário Mãe de Deus (São Paulo) e em dois dias vendemos 50 mil CDs”, contou. “Tempo de Deus” custa R$ 10.

Rotina

O dia a dia do religioso não é fácil, devido ao seu número de atividades, como gravação de programas para rádio e TV, missas (várias, principalmente no final de semana), entrevistas, participações em outros programas, fora outros compromissos da agenda, que inclui lançar discos (quase que anualmente) e escrever livros. A sua última publicação, “Kairós”, que inspirou o CD “O tempo de Deus”, já vendeu mais de 1,6 milhão de exemplares. “Ágape”, de 2010, já vendeu 10 milhões. Ele é compulsivo por trabalho? “Sou perfeccionista. Isso é bom porque você faz o seu melhor, mal porque se cobra muito. Como descobri isso? Quando descobri a depressão”, responde.

Investigação

No final do mês passado, saiu uma notícia de que Marcelo Rossi foi monitorado de perto pelo Vaticano durante quase dez anos. No período, as ações, discos, livros, missas e até aparições na TV eram seguidas de perto, em uma investigação feita a partir de uma denúncia de que o padre incentivava o culto ao personalismo e apresentava desvios das práticas católicas por transformar a missa em “circo”, conforme matéria publicada pelo site UOL.

“Quando fui impedido de ver o Papa Bento 16 (em 2007, quando veio ao Brasil), achei estranho. Fiquei sabendo disso como vocês (imprensa), mas eu já esperava, não foi estranheza nenhuma. O importante foi a conclusão do Papa Bento 16. Durante um período ficaram com medo de mim, questionaram o meu trabalho, analisaram, e eu também faria isso no lugar deles”. A investigação foi concluída em 2009, quando ele foi considerado inocente das acusações.

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