Quarta-feira, 02 de Dezembro de 2020
Imaginação Crianças

Pais não devem se preocupar com fantasia infantil

Imaginação das crianças não deve ser motivo de preocupação para os pais



1.jpg Pesquisa mostra que a maioria das crianças tem ou já tiveram amigos imaginários em algum momento de sua infância
25/06/2012 às 10:37

Luiz Guilherme conta todos seus segredos para a melhor amiga Isabela. Os dois adoram brincar em casa quando chegam da escola, e passam horas desenhando, rindo e conversando. Ele é um menino de cinco anos, e ela uma formiga que mora na imaginação do pequeno.

Assim como Luiz Guilherme, cerca 60% das crianças já tiveram ou tem amigos imaginários. É o que diz uma pesquisa feita pelo Instituto da Educação em Londres. O estudo ainda revela que esses amigos tornam os baixinhos em pessoas mais confiantes e articuladas.



 Imaginação

Se seu filho fala sozinho e diz que tem um amiguinho fantasioso, não há motivo para maiores preocupações. De acordo com especialistas, é bem provável que o baixinho esteja apenas usando a imaginação. “Por volta de dois anos e meio a imaginação da criança começa a se desenvolver. É muito comum uma criança com idades entre 3 e 6 anos criar um amigo imaginário”, diz a psicóloga Martha Damianci.

Segundo Damianci, os amigos imaginários podem surgir de duas formas: como amigos invisíveis (que ninguém pode ver) ou objetos personificados com os quais a criança interage como se fossem humanos (como bonecas ou brinquedos).

“A imaginação na forma de amigo imaginário ajuda a criança a aprender melhor sobre o mundo, a se relacionar e permite que expresse os medos e ansiedades que ela não consegue verbalizar”, afirma a psicóloga.

Espaço

O amigo imaginário pode ser uma companhia criada por qualquer criança, mas de acordo com psicólogo Eric Simões acontece com mais frequência em filhos únicos. “Geralmente as crianças que são filhas únicas tem mais facilidade para ter amigos imaginários. A solidão é inerente, e pela carência afetiva ela pode criar esse amiguinho”, diz o especialista.

Esse é o caso de Luiz Guilherme. “Ele é o primeiro filho e primeiro neto”, diz a avó Chalimar Lima. “O Guilherme vive cercado por adultos e fez da Isabele uma confidente. Esses dias ele contou que está gostando de uma garotinha do colégio”, diz.

Outro ponto importante, e que deve ser levado em consideração pelos pais, é o respeito com a brincadeira da imaginação. O amigo imaginário deve ser tratado com naturalidade, e os adultos não precisam inventar que estão vendo. “Os pais tem que aceitar, mas não tem que cultivar. Quando você cultiva e depois revela que não existe há um choque muito grande com a realidade e pode causar uma confusão ou trauma na criança”, alerta o psicólogo Eric Simões.


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