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Vida

Pais presentes mesmo a distância

Como pais que vivem longe dos filhos fazem para driblar a saudade  11/08/2013 às 12:25
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Representante comercial Ricardo Mendonça está em contato diário com o filho Lucas, que vive em Florianópolis com a mãe
felipe de paula ---

O amor paternal não vê fronteiras. Mesmo quando o destino impõe seus próprios desígnios e acaba afastando pai e filho, a distância geográfica não deve quebrar o vínculo. Afinal, se o pai é realmente presente, não o deixará de ser nem a milhares de quilômetros de distância.

Que o diga o representante comercial Ricardo Mendonça. Apesar dos mais de quatro mil quilômetros que separam Manaus de Florianópolis, onde o filho Lucas, 10, vive com a mãe, eles se falam todos os dias por telefone e, pelo menos, três vezes por semana pelo programa de bate-papo em tempo real Skype. Ricardo chegou a comprar um chip de celular para si e outro para o filho, da mesma operadora, só para falar com o menino.

“Se tivesse uma tecnologia que transportasse o corpo pela Internet, seria ainda melhor”, imagina Ricardo, que faz questão de acompanhar assuntos como escola, aula de violão, brincadeiras e alimentação. “Pra você acompanhar o crescimento do seu filho, muitas vezes a distância não significa nada”, argumenta ele, sem deixar de mencionar que, no meio e final do ano, as férias já tem destino garantido: Manaus.

Com o jornalista Eric Gamboa não é diferente. Há três anos vivendo longe do filho Emir, 4, que mora em Natal com a mãe, ele não consegue ficar três meses sem ver o garoto pessoalmente, sempre o leva para viajar nas férias e, mesmo a distância, participa ativamente de sua educação.

“Por telefone tento fazer coisas que deveria fazer pessoalmente, como mandar ele tomar banho antes de ir a escola, não ser mal criado, se alimentar direito”, diz ele, que costuma ligar para o filho às 5:30h de Manaus (06:30h em Natal), pouco antes do garoto ir para a escola.

“É melhor pra mim também eu ligar antes de ‘começar o dia’”, conta o pai-coruja, que volta e meia tira uma folga para passar uns dias ao lado do filho. “Viajo em média a cada dois ou três meses. Agora, no Dia dos Pais, estaremos juntos”, alegra-se Eric, ainda que tal frequência já tenha levado suas contas ao vermelho. “É o mínimo que posso fazer por nós. Não tem preço”.

Negócios em família

O empresário Bernard Teixeira sempre teve uma relação muito próxima com o pai, o também empresário Carlos Teixeira. Há três anos, e depois de passar por vários setores da empresa da família, o jovem, então com 21 anos, se propôs a assumir a filial da firma em Manaus, que passava por alguns problemas.

“Eu disse que daria seis meses pra ele. Hoje posso dizer que ele deu conta do recado”, conta, orgulhoso, o pai cujo único pesar é não ter a companhia diária do filho, hoje com 24 anos de idade.

Para Bernard, a distância não é problema. Pelo menos uma vez por mês, ele vai a Belém ou o pai vem a Manaus, além de estarem em contato permanente. “A gente conversa sobre tudo, geralmente sobre o trabalho, mas também sobre o que estou fazendo, para onde vou, o que comi... ele é meio coruja”, admite.

Carlos diz que se sente feliz de ver o filho trilhando por conta própria um caminho de sucesso e acha que morar sozinho tem servido para o amadurecimento de Bernard. Ainda assim, os dois matam a saudade todos os dias. “É duro ver ele sozinho, sempre aperta o coração, mas não existe um dia em que a gente não se fale”, diz.


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