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Dia do bailarino (a)

Bailarinos compartilham desafios, sonhos e experiências que cercam o mundo da dança

Para o artista André Rolim, ser bailarino é bem mais do que simplesmente dançar. 'É libertar e desconstruir-se! Deixar o corpo e a mente livre de quaisquer padrões ou preconceitos', defende 31/08/2016 às 22:06 - Atualizado em 16/09/2016 às 20:13
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A bailarina e coreógrafa, Mary Melo dedica tempo e criatividade à dança há mais de 20 anos. (Arquivo pessoal)
Mayrlla Motta Manaus (AM)

Ser um bailarino vai muito além de um figurino bonito e obedecer às cinco posições do balé. "A dança, para mim é um respirar que limpa meus pulmões a cada nova coreografia", define a bailarina Mary Melo, defendendo a profissão. No Dia do Bailarino, comemorado no Brasil nesta quinta-feira (01), o portal A Crítica reúne os desafios, sonhos e experiências desses artistas.

Com mais de 20 anos dedicados à área, a coreógrafa e professora de balé adulto e infantil, Mary Melo considera que dançar é abrir mão de tudo aquilo que pode negá-la. "Ou seja, enquanto artista, driblar certas acusações de que a dança não dá dinheiro, não tem futuro, não tem emprego, e ainda assim, vivê-la intensamente", disse a bacharel em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

 Além de coreografar danças, Mary também investe na criatividade para criar modelos de figurinos. "Eles são criados durante a sequência de movimento nos ensaios, anoto todos os experimentos e sequências fechadas e dessas anotações passo a rabiscar os figurinos", conta ela, que possui como inspiração os trajes do cenógrafo Fausto Viana e sonha escrever um livro sobre a área.

Visibilidade

 Acima, André Rolim durante o espetáculo “Silêncio de Si”. (Foto: Marcelo Sá/Divulgação)

Na opinião do bailarino André Rolim, é necessário aproximar as pessoas para debates sobre arte e dança, principalmente em Manaus, para que outros ritmos ganhem mais visilibilidade. Pois, ainda que haja exceções, quando se pensa em dança, a primeira imagem que pode vir à mente é o balé. 

"Disseminar a dança através das redes de festivais e levar tudo que envolve dança para fora do 'eixo' da cidade, já que as grandes produções de dança e os debates sobre a mesma se concentram em maioria no Centro", opina.

Para André, ser bailarino é bem mais do que simplesmente dançar. "É libertar e desconstruir-se! Deixar o corpo e a mente livre de quaisquer padrões ou preconceitos", complementa ele, que possui ligação maior com a arte contemporânea.

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