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CULTURA

Palacete Provincial recebe a exposição inédita 'O Tempo e as Ruínas'

A mostra traz 12 pinturas da artista plástica Isadora Barreto de Sousa. As imagens evidenciam as transformações de cenários conhecidos dos manauaras nos últimos quarenta anos 12/06/2018 às 17:01
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Fotos: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

Pinturas de imóveis do Centro de Manaus podem ser conferidas a partir de segunda-feira (25) em uma exposição aberta na sala José Bernardo Micheles, no Palacete Provincial, no Centro de Manaus.

Chamada de “O Tempo e as Ruínas”, as telas levam a assinatura da artista plástica Isadora Barreto de Sousa, 24 anos, e são resultado de um trabalho que durou sete meses.

A mostra traz 12 pinturas em acrílico sobre tela. Nas obras, a artista plástica criou imagens que retratam cenários conhecidos dos manauaras como Booth Line e Hotel Cassino.

“Nos quadros estão retratados locais importantes da nossa cidade e que merecem ser preservados.  As imagens evidenciam as transformações desses locais nos últimos quarenta anos” afirma Isadora.

Os locais escolhidos para aparecer no trabalho de Isadora Barreto promovem um resgate da história e enriquece culturalmente o município.

De acordo com Isadora Barreto, a temática da série “O Tempo e as Ruínas” gira em torno do tempo em que se discute as condições atuais e o destino desses patrimônios.

“Desde a infância minha avó e meus pais falavam sobre a beleza dos casarios do Centro de Manaus e do quanto é revoltante ver o descaso com essas construções. As telas seguem o estilo impressionista, onde ilustro a deterioração desses lugares através de diversas misturas e camadas de cores, utilizando a técnica acrílico sobre tela. Tento resgatar a beleza que não pode ser vivenciada pela minha geração”, revela Isadora.

A curadoria da exposição é de arquiteta Maria Lúcia Abrahim. Para ela, o tema escolhido pela artista plástica é interessante e difícil, uma vez que Isadora Barreto reúne e introduz vários tempos e olhares.

“Isadora procura não interpretar seu objeto mas coexistir com ele. Ela não cede a esse sentimento cruel da temporalidade. Nesse movimento pendular entre ausência e presença absoluta de valores, por um breve instante suas obras remetem à era Metamoderna da produção artística. Ela tem um olhar de esperança e não de ruína, tirando da invisibilidade urbana essa arquitetura histórica” disse Abrahim.

A abertura  de “O Tempo e as Ruínas” está marcada para o dia 25 de junho, a partir das 19h. A exposição ficará aberta ao público por 60 dias. Mais informações pelo telefone (92) 99445-2473.

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