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Paolla Oliveira promete “postura diferente” ao viver prostituta em nova série da Rede Globo

"Felizes para sempre?" estreia nesta segunda (26). Paolla espera surpreender o telespectador com personagem: "Eu estava muito a fim de me modificar", revela 24/01/2015 às 18:58
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Paola viverá prostituta em nova série
Natalia Castro/O Globo Manaus (AM)

Desde de sua estreia na novela “Belíssima”, em 2005, Paolla Oliveira acredita que sua carreira passou dois momentos distintos diante do público. O primeiro, quando reconheciam apenas a personagem, sem saber quem era a atriz; e o segundo, quando as pessoas se interessavam apenas pela vida pessoal dela, sem ligar para o trabalho que estava sendo feito. Agora, no entanto, Paolla quer mais: como a prostituta Denise, na série “Felizes para sempre?”, que estreia amanhã, às 22h50, na Globo, ela espera surpreender o telespectador com uma postura nova diante da câmera.

“Eu estava muito a fim de me modificar, mudar o olhar de quem pode me chamar para futuros trabalhos, que vejam que eu posso fazer personagens mais complexos e mais fortes. Há um tempo venho batalhando, querendo me desafiar, me arriscar. Às vezes, a gente se arrisca e dá certo, às vezes, não. Mas batalho por novidades, sempre”, garante.

Para Paolla, “as pessoas têm tendência a enquadrar as atrizes em determinado rótulo”. “Pode ser confortável para muitos. É de cada um, nós que estamos lá que sabemos o quanto estamos presentes, o quando podemos render. E nosso trabalho, por mais que estejamos disponíveis, não depende só de nós”, argumenta ela, que interpretou recentemente as mocinhas Marina de “Insensato coração” (2011) e a Paloma de “Amor à vida” (2013).

“As pessoas muitas vezes misturam, perguntam se tenho características das minhas mocinhas. Eu digo que sim. Quem não quer ser uma mocinha na vida, né?”, completa.

Mas, se depender de Fernando Meirelles, o diretor-geral de “Felizes para sempre?”, Denise ou Danny Bond - o nome de guerra da personagem - tem tudo para mudar a perspectiva do público sobre a atriz. “Conhecemos a Paolla boazinha, anjo. Aqui é um demônio com cara de anjo. Ela vai mostrar um lado que ninguém conhece”, provoca ele, que divide a direção com Paulo Morelli, Luciano Moura e Rodrigo Meirelles. “Acho que a Paolla é a grande protagonista, é ela quem vai transformando todos os personagens”.

Releitura

Paolla chegou ao elenco, inicialmente, para fazer uma leitura, depois seguiu-se a preparação com a coach Fátima Toledo. Quando foi convidada, ela lembra, nem sabia direito o que faria. Na minissérie de dez episódios - remake de “Quem ama não mata”, escrita por Euclydes Marinho em 1982 - Denise é uma estudante de moda que leva uma vida normal ao lado da namorada, Daniela (Martha Nowill). Em paralelo, ganha muita grana como prostituta de luxo, profissão que esconde de Daniela, que nem desconfia da parceira.

“Danny tem prazer no que faz, recebe os telefonemas e marca os programas naturalmente. E é muito clara com relação a dinheiro, é apegada a ele”, detalha Paolla, explicando que não sabe muitos detalhes sobre o passado da personagem: “O mais legal é que ela não é uma pessoa compreensível. Você não sabe onde ela é feliz, onde está Denise, onde está Danny Bond. E Denise é muito disponível, porque deve dar trabalho ter essa vida dupla, né? Imagina, mente para um de um jeito, dissimula de outro, é um desprendimento de energia grande”.

A presença de Danny e seus muitos visuais causam uma verdadeira revolução na vida dos quatro casais principais, todos da mesma família. A princípio contratada para apimentar a vida de Claudio (Enrique Diaz) e Marília (Maria Fernanda Cândido), ela acaba se envolvendo com marido e mulher separadamente, sem que um saiba do caso do outro. “Quando Denise vai atender esse casal, acha que é apenas mais um programa. Mas quando percebe, está fortemente envolvida com os dois”.

Paolla não vê a personagem como uma desagregadora. Ela acha que Danny chega para “agitar, melhorar a vida do casal”. Mas, confessa, não faria o mesmo para movimentar seu casamento com o ator Joaquim Lopez, com quem vive há seis anos.

Em cena, no entanto, vale tudo. Vide as sequências quentes que ela gravou tanto com Enrique quanto com Maria Fernanda. Sim, a pegação está presente, e muito, na série. Assim como as cenas de nudez. Tudo com muita elegância, claro. Ela, porém, prefere não pensar na repercussão das sequências diante do público.

“Você concorda que a expectativa pode sair do controle? E com relação ao beijo, beijo é beijo, quando você usa o termo beijo gay parece que está fazendo algo diferente, como beijar de cabeça para baixo. O beijo é o ápice de uma relação, e para relação de amor não existe tabu”.

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