Quarta-feira, 30 de Setembro de 2020
Exposição

Foto de amazonense integra acervo do Museu do Amanhã

Imagem do fotógrafo amazonense Michael Dantas faz parte da exposição de longa duração



Capturar_897C13A5-C557-43BB-894E-21FE0B53A4E7.JPG Foto: Bruno Kelly/Divulgação
17/09/2020 às 07:21

Após cinco meses fechado em virtude da pandemia do novo coronavírus, o Museu do Amanhã reabriu suas portas ao público, com atualizações em sua exposição de longa duração. O acervo do espaço cultural, recheado de trabalhos de fotógrafos e cinegrafistas do país e do mundo, agora conta com a imagem de um amazonense: do premiado fotógrafo Michael Dantas.

Tirada em maio, no auge da pandemia em Manaus, a foto retrata o atendimento realizado pela equipe do Médicos Sem Fronteiras (MSF) em uma índia venezuelana da etnia Warao. “A foto foi feita em um abrigo montado pela prefeitura na quadra de uma escola para atender as necessidades dos índios venezuelanos”, esclarece Dantas.



Com 15 anos de carreira, o fotógrafo – que acumula diversas premiações, entre elas o Prêmio New Holland de Fotojornalismo, na categoria “Sustentabilidade”, conquistado em 2014 com a foto de um trabalhador retirando açaí do porão de um barco – se diz honrado em ter pela primeira vez um trabalho seu exposto no Museu do Amanhã, ainda mais na exposição de longa duração.

“O Museu do Amanhã é referência no Brasil, centenas de pessoas passam por lá diariamente e grandes artistas contemporâneos estão com trabalhos expostos no espaço. Ter uma obra minha ao lado desses grandes nomes das artes é um privilégio”, pontua.

A exposição de longa duração do Museu do Amanhã compreende grande cinco áreas: Cosmos, Terra, Antropoceno, Nós e Amanhãs. A imagem de Dantas passa a integrar o interativo “Cidades Conectadas” dessa última área. No espaço, há informações sobre como a epidemia iniciada em Wuhan, na China, se espalhou pelo mundo e se transformou na pandemia que já infectou mais de 29 milhões de pessoas pelo mundo, sendo mais de quatro milhões somente no Brasil. Um gráfico da Organização das Nações Unidas (ONU) também está no local, mostrando o crescimento dos casos por continente, de janeiro a julho.

Atualizações

Desde a inauguração do Museu em 2015 até hoje, mais de 600 ‘upgrades’ foram feitos no acervo do local. Para a reabertura – que ocorreu no dia 05 de setembro –, foram promovidas 19 atualizações com conteúdos sobre a pandemia, entre elas a imagem do fotógrafo amazonense, segundo o gerente de conteúdo e curador de exposições no Museu do Amanhã, Leonardo Menezes.

“Sempre que há eventos de grande repercussão dentro dos diferentes temas, a gente faz atualizações. Como a pandemia trouxe vários desafios para as diferentes sociedades no mundo todo, não tinha como ela não estar na exposição principal”, salienta. As novas obras foram incluídas em diferentes áreas da exposição.

Outras estreias

Além de Dantas, outro fotógrafo conhecido na região amazonense ‘invadiu’ as paredes do Museu construído na zona portuária do Rio de Janeiro. Em 2018, o paulista Bruno Kelly – que vive em Manaus desde 2009 – foi convidado para ter sua imagem sobre o ritual da tucandeira exposta no local.

“Ela está no interativo ‘Culturas’, que fica na área térrea do espaço cultural. Mostra o contexto do ritual dentro dessa comunidade indígena específica”, destaca o curador do Museu do Amanhã. O ritual da tucandeira representa a passagem da infância para a vida adulta e consiste em vestir uma luva cheia de formigas tucandeiras e resistir por ao menos 15 minutos.

Escolhida pela curadoria do Museu para identificar visualmente essa parte da cultura indígena, a imagem foi tirada por Bruno para uma matéria do jornal A CRÍTICA, durante o período em que fazia parte do quadro de profissionais do veículo de comunicação. À época, o fotógrafo acompanhou o ritual realizado na comunidade indígena Sahu Apé, dos indígenas Sateré Mawé.

“Fico feliz de ter uma foto feita por mim dentro desse projeto. É um museu importante, que tem um papel fundamental na socialização das informações”, observa Bruno.

Saiba mais 

O Museu do Amanhã reabriu no último dia 05 seguindo o protocolo recomendado pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM, na sigla em inglês), com diversas medidas de segurança sanitária, como uso obrigatório de máscaras faciais, disposição de totens de álcool gel, medição de temperatura dos colaboradores e do público na entrada, sinalização de distanciamento entre as pessoas e higienização constante dos equipamentos interativos. Em virtude da pandemia, o espaço cultural – que já chegou a ter mais de cinco mil visitantes por dia, sendo 1200 simultaneamente – reduziu para 300 o número de visitantes por hora. Outra mudança é nos dias e horários de funcionamento: passou a abrir ao público somente de quinta a domingo, no horário de 10h às 17h.

Repórter

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