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Parque Sumaúma reabre com temática ambiental, em Manaus

Unidade de conservação voltará às atividades a partir de dezembro. Parque abriga hoje oito grupos de espécies da fauna e mais de 500 espécies da flora amazônica 24/11/2014 às 14:21
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Esculturas são criadas pelo artista Juarez Lima, de Parintins
ROSIEL MENDONÇA Manaus (AM)

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Em meio à agitação da Cidade Nova, um “cantinho” verde de 53 hectares é um dos poucos redutos de tranquilidade para os manauaras se conectarem com a natureza, além de ser a casa de três grupos de sauim-de-coleira, espécie ameaçada de extinção. Reinaugurado em julho, o Parque Sumaúma, única Unidade de Conservação Estadual em perímetro urbano, em breve vai entrar em uma nova fase.

Na primeira semana de dezembro, o local ganhará o status de primeiro parque temático do Amazonas, com cenografias que vão remeter à biodiversidade, lendas e História da região. O projeto é tocado pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), e o artista plástico parintinense Juarez Lima é a mente criativa por trás das esculturas e instalações que ajudarão a compor a nova ambientação do local.

Os traços de alguém que amadureceu artisticamente nos galpões dos bois de Parintins ficam evidentes em figuras como a da Mãe Natureza, que ajuda a compor (ao lado de araras, uma onça e um sauim) o portal que dá acesso ao Sumaúma. A secretária da SDS, Kamila Botelho, explica que o parque terá um total de oito ambientes temáticos, incluindo o portal.

Agora, Juarez e equipe trabalham para tirar do papel o “Santuário das Espécies”, as “Trilhas das Lendas”, as laterais de acesso, o playground e uma alegoria surrealista do Teatro Amazonas, que representa o apogeu do Ciclo da Borracha. Por outro lado, o “Tijupá” já é um lugar que a comunidade do entorno procura para degustar os pratos da culinária regional.

A escultura mais exuberante, no entanto, tem tudo para ser a “Árvore da Vida”, que poderá ser vista logo na saída de uma das trilhas do parque. Segundo o artista, a obra terá cerca de 20 metros e vai remeter à lenda da Cobra Grande, com direito a uma samaumeira de 17 metros e pequenas cachoeiras artificiais.

Obras duradouras

“Esses espaços verdes precisam ser olhados, além de ambientes de estudo, também como opções lúdicas e de lazer”, opina Juarez Lima, que considera a reserva Sumaúma um “pequeno Jardim do Éden”.

O parintinense projetou as instalações do parque para integrarem materiais orgânicos e sintéticos, como vegetação nativa, concreto, resina, fibra de vidro e metal. “A ideia é que essas obras sejam duradouras, ao contrário das construções efêmeras que faço para o Carnaval e para o boi”, aponta Lima, que também procura dar novo significado a materiais que iriam para o lixo.

Opção turística

Depredado no início deste ano, o parque ganhou câmeras de vigilância e segurança 24h. De acordo com a secretária Kamila Botelho, o investimentos vão incrementar a rota turística de Manaus. “Também vão melhorar a qualidade de vida das famílias e estudantes da região, que passam a ter um espaço de lazer, educação e valorização da floresta amazônica”.

Circuito ambiental

O chefe da unidade de conservação, Márcio Bentes, conta que a partir da próxima semana o Parque Sumaúma será fechado para a conclusão dos trabalhos de cenografia e sinalização. Quando reabrir, em dezembro, a reserva continuará com as visitas guiadas de sexta a domingo, das 8h às 17h, com entrada gratuita.

Os visitantes poderão participar de um circuito ambiental, que inclui atividades na biblioteca, no centro de mídia, no viveiro de mudas e nas trilhas ecológicas, além de jogos e atividades lúdicas para a criançada. “Atualmente, temos um grupo de 30 voluntários que nos ajudam nesse atendimento”, acrescenta ele.

O Sumaúma abriga hoje oito grupos de espécies da fauna e mais de 500 espécies da flora amazônica. 

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