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Gastronomia

Participantes do 'Rota dos Chefs' saem da zona de conforto para compor pratos

Cada chef de cozinha terá que apresentar um prato típico da nação sorteada 28/06/2016 às 11:56 - Atualizado em 28/06/2016 às 14:00
Show rota dos
29 estabelecimentos se distribuem em pratos de 20 países diferentes
Laynna Feitoza Manaus (AM)

O Rio de Janeiro vai sediar as Olimpíadas 2016, mas a capital amazonense, mesmo com o posto de sub-sede, vai ser protagonista de um dos maiores eventos gastronômicos do Norte: o Rota do Chefs, que já entrou com tudo no calendário dos manauaras. A edição vai homenagear os países que vão jogar aqui no Brasil, e vai fazer os chefs participantes “suarem” a camisa.

De acordo com o chef Paulo Fortunato, um dos organizadores do evento, cada estabelecimento vai fazer um prato típico de algum país participante das Olimpíadas. “Quando a gente criou o RDC, tivemos em mente sempre um tema diferente. Como estamos próximos às Olimpíadas, pensamos: porque não?”, coloca ele.

Ao todo, 29 estabelecimentos se dividiram entre pratos de 20 países diferentes. E por que os chefs vão suar a camisa mais que o normal? Porque vão sair “da zona de conforto”. “Fizemos sorteios e, nesse sorteio, cada chef ficou incubido de fazer um prato que represente o país sorteado. Isso é muito legal porque tira o chef da zona de conforto dele. É um exercício para ele e um presente para o público”, declara Fortunato.

O sorteio é feito para que os chefs participantes não tenham chance de escolher o prato de uma gastronomia que já conheçam. De acordo com Paulo, o mais bacana é o senso de cooperação entre cada chef: por terem um grupo no Whats App, sempre acontece de um ficar compartilhando dicas e dificuldades sobre o prato com os demais.

Superação

Um dos chefs participantes do evento que se sentem desafiados é João Almeida, do “Cozinha do Português”. “O meu restaurante é de gastronomia portuguesa. O país ao qual fui sorteado é a Alemanha, e vou levar um prato bem típico que é o goulash: uma carne bovina, que leva quatro a cinco horas no fogo no vinho tinto seco”, declara.

Para Almeida, a maior dificuldade é chegar ao sabor perfeito. “Visto que a simples diferença da alcalinidade da água e do vinho utilizado altera o sabor. E é um prato que fica muito bom. A carne fica muito macia e é servida com um fundo do caldo onde é feita a cocção da carne”, complementa.

Já Igor Gavinho, da Vitrine Amazônica, escolheu fazer o bulgogui, da Coreia. “Na verdade, fui ver um prato mais rentável para um leigo na culinária coreana como eu. Esse prato é conhecido como o churrasco coreano. A base dele é de carne”, diz ele, que em suas pesquisas de campo fez uma visita ao restaurante especialista em culinária coreana.

“Conversei com o chef de lá e ele nos ensinou o modo de preparar e manusear o prato, que nada mais é do que um contrafilé refogado com cebola e um arroz japonês. O diferencial dele é um molho que eles não quiseram me passar a receita, mas que vão terceirizar para mim no evento. É um molho que leva shoyu, pêra e maçã coreana”, coloca.

Lista de participantes

Banzeiro

Bora Lá

Brigadore

Brownie.com

Buteco de Minas

Buona Massa

Calçada Alta

Cachaçaria do Dedé

Chef Babu

Chef Tony

Chez Martina

Cozinha do Português

Fast Temaki

Fish Maria

Fofinhos

Guilherme Valente

Labib’s

Le Chu

Lulu Pães e Doces

Mercato

Mercearia do Chocolate

Mestreacuca

Miss Doçura

Pizza à Bessa

Richi Causa

Sabor a Mi

Soho

Suzuran

Vitrine Amazônica

WTF Burguer

Yogumania

Zefinha Bistrô

Serviço

o quê: Rota dos Chefs especial Olimpíadas do Rio 2016;

onde: Estacionamento do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes;

quando: 2 e 3 de julho, das 17h às 23h

 

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