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LANÇAMENTO

Patrícia Kogut lança livro com 101 atrações de TV que fizeram história no Brasil

Em primeiro livro da carreira, jornalista e crítica traz informações sobre programas e profissionais do segmento 28/05/2017 às 05:00
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Da esq. para a dir.: “O direito de nascer”; Luis Gustavo e Débora Duarte em “Beto Rockfeller”; Tarcísio Meira em “Cavalo de aço”
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Há 22 anos a jornalista carioca Patrícia Kogut acompanha com olhar clínico o ir e vir da televisão brasileira. Nesse meio tempo, não é exagero dizer que ela se tornou testemunha do nascimento de novos programas, novelas e estrelas, algumas delas agora registradas no primeiro livro da carreira da crítica, “101 atrações de TV que sintonizaram o Brasil”, lançado recentemente pelo selo Estação Brasil da editora Sextante.

O foco da obra, no entanto, não é a produção televisiva das duas últimas décadas, como a autora explica: “Procurei destacar atrações, pessoas e profissionais que foram fundamentais para que a TV brasileira se tornasse o que se tornou. O livro fala principalmente dos fundadores dessa indústria cultural”. 

O primeiro deles, como não poderia deixar de ser, é Assis Chateaubriand, magnata das comunicações que introduziu a televisão no Brasil, na década de 1950. Mas também estão lá gente como Hebe Camargo, Fernanda Montenegro, Cassiano Gabus Mendes e Chacrinha, além de novelas como “Selva de pedra” (1972) e “O direito de nascer” (1964), o primeiro clássico da nossa teledramaturgia. 

E o destaque não vai apenas para produções globais, embora Kogut publique diariamente uma coluna no jornal O Globo: o livro também contempla sucessos de audiência de outros canais, como as novelas infantis do SBT, o programa “Castelo Rá-Tim-Bum”, da TV Cultura, e até mesmo a influência da MTV.

“Para escrever, levei um ano fazendo entrevistas e pesquisando em arquivos, por isso não é um livro de memórias minhas”, completa a jornalista, para quem a obra tem profundidade suficiente para servir como fonte para futuras pesquisas, mas tampouco pretende ser uma enciclopédia com tudo que a TV brasileira produziu em mais de meio século de história.

Panorama

Os verbetes de “101 atrações...” vão até “Avenida Brasil”, novela de João Emanuel Carneiro exibida em 2012. Para Kogut, a escolha desse folhetim como desfecho do livro se deve ao marco que ela representou. “Ela foi diferente, fugiu a tudo que a gente estava vendo em novelas, por isso a considero tão fundadora quanto outras atrações mais antigas”.

Escrevendo há duas décadas sobre televisão no jornal O Globo, ela conta que o interesse por esse segmento começou de forma circunstancial. “Sempre fui uma telespectadora normal, até porque novela e televisão são presentes na vida de todos os brasileiros. Mas quando comecei a trabalhar com isso acabei me aproximando mais desse universo”, diz.

No momento, ela considera que essa é uma mídia em transformação: “Tivemos um grande salto quando a TV por assinatura chegou ao País, a oferta de canais aumentou exponencialmente. Agora temos a questão do streaming e da Internet. Vemos sim uma diferença de tecnologia que está afetando também o conteúdo, mas não sabemos bem para onde estamos caminhando”.

Segundo ela avalia, uma pista para entendermos o novo contexto pode estar nas séries norte-americanas. “Dizem que esse é um gênero que está atravessando uma era de ouro, com muitas produções boas, então isso acaba influenciando também o ritmo das nossas novelas, a maneira de narrar uma história... O público quer mais ação, então essa é uma coisa que está se definindo”.

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