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POESIA E HUMOR

Paulo Betti traz espetáculo comemorativo dos seus 40 anos de carreira para Manaus

“Autobiografia Autorizada” chega a Manaus em turnê do projeto Vivo EnCena, com apresentações no Teatro Amazonas nos dias 07, 08 e 09 de julho 03/07/2017 às 05:00
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Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

O espetáculo “Autobiografia Autorizada”, de Paulo Betti, chega a Manaus em turnê do projeto Vivo EnCena, com apresentações no Teatro Amazonas, nos dias 07 (sexta às 20h), 08 (sábado, às 20h) e 09 de julho (domingo, às 19h).

A peça  que é escrita e protagonizada por Paulo Betti, dirigida por ele e por Rafael Ponzi, marca a comemoração dos 40 anos de carreira do ator e está sendo considerada sucesso de crítica, com indicações para o prêmio Shell de Melhor Texto e para o Prêmio Faz Diferença, do Jornal O Globo.

Com humor, poesia e dor, Paulo mergulha na vida de seus pais e avós e emerge com uma peça edificante que reafirma a importância do ensino público e do trabalho social para a valorização do ser humano.  

Construído pelo próprio artista, que se inspirou nos textos escritos em grandes blocos durante a adolescência, onde também fazia colagens de fatos da época, o espetáculo também é inspirado nos artigos semanais redigidos por quase trinta anos para o Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, onde foi criado.

Em entrevista para o jornal A CRÍTICA, o ator conversa sobre as principais abordagens tratadas na produção, do lançamento do filme “A Fera na Selva”, segundo longa metragem dirigido por ele, que  de acordo com o próprio, será lançado de forma direcionada, fala também da importância do ensino público na formação do indivíduo e afirma: “A peça é 50% comédia, 25% drama e 25% poesia”. Confira trechos da entrevista:  

O espetáculo “Autobiografia Autorizada”, de Paulo Betti, marca a comemoração dos seus 40 anos de carreira. No texto, você mergulha na vida de seus pais e avós e emerge com uma peça edificante que reafirma a importância do ensino público e do trabalho social para a valorização do ser humano? De que forma isso é retratado no espetáculo e qual importância do ensino público?

Na peça, com humor, falo de minha infância e adolescência, naturalmente me refiro aos professores e constato a importância que eles tiveram na minha formação. Estudar numa escola de tempo integral foi um diferencial.

O espetáculo também é inspirado em sua história de superação e fala um pouco por meio de sua trajetória da história da Imigração Italiana no Brasil. Como esse contexto é apresentado? 

Mostro por meio de projeção o passaporte do meu avô e conto um pouco da história dele e de minha avó, ambos pelo lado materno. Meu avô era um imigrante italiano que trabalhava a meia para um fazendeiro negro. Essa situação era incomum. Eu ia na roça onde meu avô plantava e via a casa grande do pontos de vista da senzala. Foi muito marcante pra mim perceber essa condição inusitada.

Como foi feito o processo de construção do espetáculo? E o que espera do retorno do público amazonense?  

Sempre anotei muito e escrevi, até como forma de digerir os problemas que envolviam nossa família, problemas financeiros e de saúde, visto que meu pai estava sempre internado em hospitais psiquiátricos. Pra fazer a peça fui consultar o que havia escrito e percebi que a peça estava pronta.

Paralelo ao espetáculo, você finaliza um novo longa-metragem “A Fera na Selva”, baseada na obra do escritor norte-americano Henry James. Fale um pouco dessa experiência como diretor e dessa adaptação para o cinema?

A Fera na Selva é o segundo filme que produzo e dirijo. O outro foi Cafundó. Adorei trabalhar nessa adaptação e  me coloquei inteiro nesse trabalho. É uma história muito poderosa e exemplar. O filme tem um toque claro, procurando alertar que vivemos só uma vez, e o melhor lugar do mundo é aqui e agora. Estou muito feliz com o resultado, espero que o filme seja selecionado para o festival de Gramado, onde será sua primeira exibição.

O filme será lançado em  Manaus? Existe algum projeto ou oficina voltado para os profissionais de cinema, haja vista que o mercado de produção audiovisual em Manaus tem crescido  gradativamente?

Quero muito o contato com os produtores de audiovisual de Manaus. Quero envolver o público no processo de lançamento de meu filme. Estou propondo a leitura do livro, do roteiro adaptado e depois que todos vejam o filme e então faremos uma oficina presencial e também virtual. Para isso recolho o e-mail dos espectadores, fico no saguão uma hora antes de minha peça e converso sobre esse projeto. Está sendo muito estimulante, todos deixam os e-mail e compreendem o alcance educativo da proposta. Se 10%  ler o livro será um fenômeno.

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